O orçamento mais importante do mundo demonstrou ser o mais irrelevante, se pensarmos que afinal ele acabou por ser aprovado na maior das indiferenças. Raros jornais frisaram esse aspecto, preferindo sim dedicar o seu profissionalismo às baldrocas e tricas entre dois dandys da política! Levantamo-nos com o défice, almoçamos, lanchamos e jantamos com o défice. Vamos para a cama com o défice. Sinceramente, até nem sei bem o que dizer do debate, se é que ele existiu. Devia estar mais distraído do que o nosso Presidente da República, que pareceu estar bem a par do que se passava por terras lusas, mesmo estando no Chile. Entre uma saborosa calapurka e umas goladas de chicha, lá foi dizendo que as medidas governamentais são as mais adequadas para a recuperação do défice, não poupando elogios ao Primeiro-Ministro Sócrates, que é o mesmo que evocar o aplauso à mentira, o que me leva ao inatacável carácter do Sr. Silva.
Este pensamento relativamente ao carácter do Sr. Silva conduziu-me a este pequeno texto de um outro senhor sobejamente conhecido, outrora admirado e agora desdenhado, Manuel Alegre. Afirma ele o seguinte:
“Além do orçamental, outros défices têm de ser combatidos, a começar pelo social. De que serve um défice de 3% se continuamos a ser o país mais pobre da Europa e o mais desigual a distribuir riqueza?”
Em termos de pensamento, não encontro paralelo com o do hermético Sr. Silva, que parece ter esquecido termos como “Solidariedade” e “Justiça Social”, os mesmo que apregoou em momentos da sua candidatura, preferindo antes contribuir para o conflito social do interior do casulo que cuidadosamente edificou em seu redor. Muito sinceramente, tenho imensa pena que Manuel Alegre não tenha conseguido o número de votos que o levassem à segunda volta nas presidenciais.
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