Zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz….
Hum! Hã!? Pois…
Santana, impaciente, tamborila os dedos na mesa. Nunca mais se calam, os Outros. Finalmente, levanta-se e dirige-se apressado para o púlpito. Tem as tais trinta balas que fazem toda a diferença das cinco que não davam para completar o tambor de uma Smith & Wesson. No entanto, o seu discurso resvala para o passado, um desperdício de balas. Ninguém quer saber das suas explicações, mas Santana não se apercebe disso. Sem papéis e fazendo jus às indesmentíveis capacidades de discorro, o improviso soa a falso. Este discurso há muito que está ensaiado e guardado em algum lugar recôndito do cérebro, e só esperava o débito de trinta balas para sair. Não devia, não é o momento! Mas o orgulho ferido de Santana é por demais latente. Sócrates sabe-o e soube jogar.
Zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz….
Fiquei a saber muito do passado. Estou agradecido por isso. Quanto ao futuro, continuo a olhá-lo de frente, na figura do ministro das finanças, Teixeira dos Santos, que de manhã afirma uma coisa e à tarde diz que já não é bem assim, que foi mal interpretado, no que respeita à previsão de baixar dos impostos antes de 2010!
Nada a que o país não esteja habituado, quando se faz da mentira um modo de estar, quer na vida pública quer na privada.
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