O melhor e irrelevante orçamento do mundo está na mesa da discórdia. O que importa mesmo é a desavença mal resolvida entre os dois rivais, velhos galos de luta. Um é conhecido pelos maus hábitos adquiridos na noite lisboeta. O outro, pela mania de correr em capitais de países com nomes esquisitos, onde contraiu a maleita pé-de-atleta num obscuro balneário. Um foi corrido do Governo por um socialista que tinha poderes para o fazer. O outro ajudou a enterrar o Governo num pântano de má memória e foi ajudado pelo mesmo socialista com poderes para tal. Sem papas na língua, Sócrates aponta o dedo a Santana Lopes, com aquela vozinha estridente e irritante. Lembra-lhe do passado, do seu figurino, da falta de memória! Que só essa o leva ali. Lívido, Santana ouve. Tenta ripostar, mas as palavras perderam a convicção e saem-lhe estorvadas pela indignação. Sócrates ri-se e dispara de dedo em riste: “Portas é patético, Louçã é retrógrado e Jerónimo é nada”.
Nada mesmo parece incomodar Sócrates que muito pouco esclarece sobre o irredutível orçamento. O tempo passa e as zombarias acompanham-no. Sócrates diverte-se e só falta dar pulinhos de contentamento no cadeirão.
“
“Podem ser
“À custa de quem?”, interroga Jerónimo.
“Dos que não se queixam”, profere Sócrates.
“Não falei sobre o Ensino”, critica Portas.
“Mas disparata sobre”, rosna Sócrates.
Sócrates, sempre Sócrates. O tempo passou e dei-o como perdido. O costume…
Hoje olhei para o futuro!
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