Domingo, 15 de Julho de 2007

roteiro de todos os santos - S.Bento de Vairão

 

 

 

 

 

 

Este fim de semana decorreram as festas dedicadas a S. Bento na freguesia de Vairão. Vairão é muito bonita e têm na celebração a S. Bento o seu momento mais alto devido à devoção que as suas gentes nutrem pelo Beato, assim como muitos crentes que ali se dirigem nesta altura do ano.

 

 

 

 

 

 

Quando lá cheguei, fazia um calor estúpido.

 

S.Bento, conhecido pacificador, tinha encomendado um dia de verão sem chuva, e a procissão já ía no adro.

 

 

 

 

 

 

o Xis farou-se de bater fotos, enquanto eu apreciava o verde da paisagem. Vairão tem o verde mais bonito do mundo, dissera-me o Sr. Manuel, um dia.

 

 

 

 

 

 

O seu Mosteiro é espectacular e está representado na ordenação heráldica do seu brasão através do báculo abacial de ouro com sudário de prata.

 

 

 

Fotog. by Repórter Xis

 

 

 

 

 

 

 

Bem, não tive muito tempo para passear por lá. Outros dias virão, de preferência com menos gente.

 

 

 

 

 

 

Aqui fica um pequeno filme do Xis sobre as festividades. Não está lá grande coisa, mas foi o possível.

 

 

 

 

 

 


publicado por siX às 19:58
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Segunda-feira, 25 de Junho de 2007

roteiro de todos os santos - S. João de Vila do Conde

 

 

 

 

Não foi lá grande coisa, o meu S. João. Uma sardinhada fantástica no restaurante "O Pescador", nas Caxinas, acompanhado por uma salada de pimento (que eu adoro), e regada com um vinho branco razoável, deram o mote para uma caminhada até ao centro da vila. Estranhamente, comecei a receber chamadas de amigos que não via à algum tempo. O local de encontro era o Bacus na Praça José Régio e, quando dei por mim, estava rodeado de miúdos e graúdos. Nada a fazer. Pedi uma garrafosa de tinto, e toca a comemorar em agradável tertúlia até ao fogo. Só me levantei para ver o Rancho da Praça, do qual sou um ferrenho adepto.

 

 

 

Às duas da matina, lá percorri os metros que me faltavam até à Praça da República, e quedei-me na mesa da São, uma garota que possui uma espécie de galeria de arte, e que estava agora transformada numa tasquinha. Entre umas cervejas e umas sandes de febras de porco, lá assisti ao fogo de artifício, que não me apreceu tão exuberante quanto os anos anteriores.

 

 

 

Não subi ao monte, não fui à praia, não me desloquei às diversões no rio. Mas diverti-me à mesma. Afinal, o que há de melhor que uma boa conversa à mesa, enquanto as crianças brincam sem preocupações?

 

 

 

O Xis filmou umas coisas, uma espécie do nosso percurso...

 

 

 

 

 

 

 

No dia de S. João, não saí de casa. A tradição foi novamente cumprida... à mesa. Um cabrito fantástico regado com um espumante bruto tinto, atirou-me para o sofá e aí deixei-me estar. Mas à noite, a conversa era outra. A ida dos ranchos à praia é uma das mais belas e antigas tradições de Vila do Conde e eu, como a maior parte dos vilacondenses, não podia deixar de a cumprir. É a graça que a Praça tem...

 

 

 

 

 

 


publicado por siX às 23:46
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Domingo, 13 de Maio de 2007

roteiro de todos os santos - Bagunte

 

 

Hoje, dia 13, comemoram-se as aparições de Nossa Senhora de Fátima aos três pastorinhos, com todas as implicações e repercussões que hoje conhecemos no mundo católico. Este dia é também comemorado em outros locais que não Fátima, como por exemplo, Bagunte, a maior freguesia do concelho de Vila do Conde.

 

 

 

 

Bagunte é linda e ainda muito rural...  Pelo menos, para já, enquanto não se lembrarem de começar a dissecar as enormes quintas que lá existem.

 

 

 

 

Bagunte está em festa e, quando cheguei, os locais ainda ultimavam os preparativos para a procissão, com direito a tapetes de flores.

 

 

 

 

Estranho que a Igreja Católica tenha aproveitado esta altura para anunciar a construção de uma Basílica em Fátima, para a qual vai dispender 60 milhões de euros . Já era esperado em Fátima uma afluência fora do normal, como se veio a verificar.

 

 

 

 

Os tempos mudaram, para pior. Não há emprego, não há dinheiro, não há pão na mesa de muitos. Não admira que se procure saciar a alma quando não existe o alimento que alimenta o corpo.

 

 

 

 

A Igreja tem destas coisas, coisas que não lembram nem ao diabo. Sessenta milhões podiam ser bem melhor aplicados na contenção da pobreza e da fome, por exemplo. Mas não, é preferível construir basílicas.

 

 

Fotog. by Repórter Xis

 

 

Mas tal não admira. Quem conhece o Vaticano, concerteza deparou-se com carros em alta velocidade à prova de bala, vidros escuros, enquanto seguranças empurram os peregrinos como de lixo se tratassem. Imaginam quem vai dentro desses carros? Os mesmo que aparecem depois em Fátima.

 

 

Enfim, desculpem qualquer coisa de menos agradável que eu aqui tenha dito... e visitem Bagunte, porque vale a pena. Mais sobre os mistérios desta freguesia podem ser vistos e lidos aqui e aqui.

 

 


publicado por siX às 22:18
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Domingo, 4 de Fevereiro de 2007

roteiro de todos os santos - S. Brás

 

 

Na freguesia de S. Pedro de Canidelo, comemoraram-se este fim de semana as festas de Nossa Senhora das Candeias e de S. Brás, assim como em Vila do Conde.

 

 

 

 

Gosto muito da pequena Capela de S. Brás, restaurada nos anos 70 e preparada para receber aqueles que lá se dirigem em romaria.

 

 

Fotog. by Rep Xis

 

 

 

 

Como disse, a Capela é muito simples e no altar encontram-se depositadas as imagens de Nossa Senhora das Candeias, ao centro, ladeada pela figura de S. Brás à sua direita e Nossa Senhora de Fátima, à sua esquerda. No dia 2 houve procissão com os andores dos respectivos Santos que fez o percurso entre a Igreja Paroquial e a Capela.

 

 

E agora, um pouco de história...

A invocação de Nossa Senhora das Candeias ou Nossa Senhora da Purificação remonta aos primórdios do cristianismo. Segundo o preceito da lei mosaica, todo filho varão deveria ser apresentado no Templo quarenta dias após seu nascimento. A mãe, considerada impura após o parto, deveria ser purificada em uma cerimónia especial.

Nossa Senhora, submetendo-se a esta determinação, apresentou-se com o Menino Jesus no recinto sagrado dos judeus. Esta festividade dos luzeiros foi denominada "das candeias", porque comemorava-se o trajecto de Maria ao templo, com uma procissão, na qual acompanhantes levavam na mão velas acesas. A procissão dos luzeiros provém de um antigo costume romano, pelo qual o povo recordava a angústia da deusa Ceres, quando sua filha Prosérpina foi raptada por Plutão, deus dos infernos, para tomá-la como companheira do Império dos Mortos.

Esta tradição estava tão arraigada, que continuou mesmo entre os convertidos ao cristianismo. Os primeiros padres da Igreja tentaram eliminá-la, mas não conseguiram. Como aquela festa sempre caia no dia 2 de Fevereiro, data em que os cristãos celebravam a Purificação de Maria, o papa Gelásio (492-496) resolveu instituir um solene cortejo nocturno, em homenagem à Maria Santíssima, convidando o povo a comparecer com círios e velas acesas e cantar hinos em louvor de Nossa Senhora.

Esta celebração propagou-se por toda a Igreja Romana e, em 542, Justiniano I instituiu-a no Império do Oriente, após ter cessado uma peste. Na liturgia actual a solenidade denomina-se "Apresentação do Senhor", mantendo-se antes da missa a tradicional bênção de velas com procissão.

 

vide Niza Botelho Megale "Invocações da Virgem Maria no Brasil"

 

 

 

 

e sobre São Brás...

De acordo com a lenda, São Brás viveu nos primórdios do Cristianismo (Século IV) e fez parte da sua vida no deserto em completo isolamento e oração. Do ermitério, onde não terá esquecido os seus estudos de medicina, foi chamado para desempenhar o cargo de Bispo na sua terra natal, Sebaste, cidade da Arménia que agora pertence à Turquia.

Antes de ser Bispo, foi médico. E assim como usou de bondade e compaixão para com os doentes mais pobres, também, como bispo, manifestou esses mesmos sentimentos, para com todo o seu povo.

Ao regressar à sua cidade para a nova missão, encontrou uma pobre mulher que lhe apresentou o filho, que tinha uma espinha entalada na garganta.

A criança estava já roxa e agonizante quando o santo se acercou dela. Pôs-lhe as mãos nas faces e garganta e, depois de umas orações, deu-se o milagre: a criança depressa recuperou o brilho dos olhos e acenou com gratidão a quem lhe fizera desaparecer o mortal padecimento, razão peça qual a São Brás é invocado contra as doenças de garganta..

São Brás foi martirizado por não prestar culto aos deuses pagãos.

 

 

 

 

 

Mais sobre S. Pedro de Canidelo no Roteiro dos Cruzeiros.

 

 


publicado por siX às 19:15
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Domingo, 28 de Janeiro de 2007

roteiro de todos os santos - Senhora da Guia

 

 

A Capela mais antiga de Vila do Conde é a da Senhora da Guia, protectora das gentes do mar e à qual o povo de Vila do Conde tem especial apego e devoção, e que é hoje dia dedicado à sua celebração. Erguida antes de 1059 (consta do Inventário de bens do Mosteiro de Guimarães, construído nesta data), a sua Confraria é das mais antigas, se não a mais antiga, da Diocese de Braga.

 

 

 

 

Fazendo um pouco de história sobre a figura da padroeira, em Portugal são numerosas as lendas que associam a água ao princípio feminino.

 

 

 

 

Era à «Senhora da Terra» que os navegantes encomendavam as suas almas quando partiam para o mar e faziam promessas de uma vela ofertar se não tivessem a água como a sua sepultura. Quando regressavam, cumpriam a sua promessa. Este tipo de culto esteve na origem da construção de capelas junto da mesma água que os trouxe (na costa, ou a alguns escassos quilómetros desta). Aí veneram a Imagem d'Aquela que suas vidas conservou.

Feitas padroeiras dos viajantes, muitas destas Senhoras passaram a ser chamadas de Senhora da Guia, por associação ao astro Vénus (herança romana), facilmente identificado pelo seu grande brilho. Popularmente, é também conhecido como Estrela da Manhã, já que o seu brilho anuncia o Sol, e da Tarde, altura em que deixa de se poder observar por se encontrar demasiado próximo do Sol, passando então a ser visto como estrela anunciadora da noite.

 

(vide Portugal de Luis Afonso)

 

 

A ermida assenta num maciço rochoso entre a foz do rio e o mar. Concerteza, seria bem diferente há mil anos.

 

 

 

 

O interior da Capela é muito bonito.

 

 

 

 

 

Os azulejos lindíssimos da capela-mor datam do Séc. XVIII, e os que ocupam a parede do lado sul representam o Espírito Santo sobre os Apóstolos,

 

 

 

 

 

 e a do Norte...

 

 

 

 

 

uma Nossa Senhora com o menino ao colo rodeada por um círculo de anjos. Na foto quase não se vê a caravela que navega num mar revolto, com uma cruz de Cristo na popa.

 

 

 

 

O tecto é fantástico e foi mercê de uma recuperação inacreditável, concerteza obra dos melhores artífices. Está de parabéns a autarquia. Mercê das chuvas e salitre do mar ao longo dos anos, muitos estudiosos da ermida julgavam irrecuperáveis as cenas bíblicas e figuras de santos que constam dos caixotões que apainelam o tecto. No entanto, o excelente trabalho de restauração resultou muito bom, como se pode ver nas figuras seguintes, o antes e o depois.

 

 

 

Fotog by Repórter Xis

 

 

 

 

Os meus favoritos são os seguintes. O primeiro, bastante enigmático, talvez com alguns elementos pagãos e obra de um autor desconhecido

 

 

 

 

 

 

e o seguinte, que representa a mesma cena constante nos azulejos da capela mor, onde é já visível a caravela com a cruz de Cristo sob o olhar proteccionista de Nossa Senhora.

 

 

 

 

Também José Régio apreciava a antiga ermida, que imortalizou neste poema simples e belo...

 

 

 

 

 


publicado por siX às 22:13
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Quarta-feira, 24 de Janeiro de 2007

roteiro de todos os santos - St. Amaro

 

 

O dia de Santo Amaro já passou. No entanto, não queria deixar esta oportunidade de efectuar algo que, já faz algum tempo, permanece no meu pensamento. À imagem da Rota dos Cruzeiros, vou aqui iniciar esta Rota de Todos os Santos que acontecem pelo concelho, tentando não falhar muitos...

 

 

 

 

A veneração ao Santo Amaro é a primeira do ano e ocorre a 15 de Janeiro. Foi em tempos muito concorrida, com direito a arraial e feira. Hoje, já não é assim. No entanto, é um santo muito venerado,

 

 

 

 

 

e protector dos que padecem de enfermidades ósseas. É normal no interior da capela encontrarem-se pernas, pés e mãos de cera que os devotos, após cumprirem a sua penitência, deixam junto ao Santo.

 

 

 

Fotos by Repórter Xis

 

 

A Capela é muito antiga e foi erguida, pensa-se, no séc. XVI.

A história de Santo Amaro pode-se ler no último número do jornal O Primeiro de Janeiro, do qual retirei este breve trecho:

 

Reza a lenda que nascido em Roma, cerca de 510 d.C., Amaro foi entregue aos cuidados de S. Bento, quando tinha apenas 12 anos. Correspondendo à solicitude do mestre foi recompensado pela sua obediência caminhando sobre as águas. Quando um jovem chamado Plácido caiu no açude de Subiaco S. Bento soube-o por revelação e, chamando Amaro, ter-lhe-á pedido ajuda. O discípulo correu, então, sobre a água para socorrer Plácido, a quem agarrou pelos cabelos e trouxe para a margem, sem se ter apercebido que tinha saído de terra firme. Por cumprir o ideal monástico foi considerado o herdeiro espiritual de S. Bento tornando-se seu sucessor quando este se transferiu para Monte Cassino. Durante a semana foram celebradas liturgias diárias em sua honra na capela, construída no século XVI, que recebeu o seu nome.

 

 

     

 

 

Gosto muito desta festa, vá-se lá saber a razão porquê. Uma coisa me desagradou profundamente. Não compreendo a necessidade de colocar música aos berros no topo da Capela, sabendo-se o quão devotados ao Santo Amaro são aqueles que o procuram. Sendo a Capela um local de recolhimento e prece, é perfeitamente surreal o barulho que se faz sentir no seu interior.

 

Ventura do Paço, poeta vilacondense, imortalizou assim este dia:

 

 

 

 

 

Vem Janeiro e acorda a gente

- Sina feliz de quem sente ;

Num dia de céu bonito...

Há festa na minha rua !

Nem há Festa igual à Tua

Meu Santo Amaro bendito

 

 

 

 

 



publicado por siX às 22:58
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