Segunda-feira, 1 de Outubro de 2007

pragas

 

 

Foto by Rep Xis

 

 

Em tempos antigos, eram as pragas atribuídas ao poder divino como castigo pelo comportamento oblíquo do Homem perante as divindades. O paganismo está repleto de rituais e sacrifícios com o objectivo de apaziguar a ira dos deuses, as religiões idem.

Com a evolução dos tempos e uma maior compreensão pelos elementos, já não atribuímos à insatisfação dos Deuses as pragas que assolam o mundo, preferindo sim atribuí-las ao comportamento do Homem que, movido por uma linha de raciocínio alimentada pela ambição e desprezo pelo semelhante, colocou o mundo num ponto de quase sem retorno no que respeita, por exemplo, ao ambiente.

 

 

Nós, por cá, também temos as nossas pragas. Não somos bem uma pequena aldeia de irredutíveis gauleses, mas alguns vilacondenses são bem conhecidos pela sua invencibilidade! E por muito que o PSD local rogue algumas pragas aos irredutíveis socialistas, estes também rogam algumas à oposição quando sentem que lhes pisam os calos. Este vai e vem de pragas arremessadas através dos meios à disposição, como jornalecos que prestam um péssimo serviço ao resto da população da aldeia mas é óptimo para enrolar o peixe que se vende lá no mercado, distraem aqueles que são nomeados pelo Chefe das suas obrigações como, a título de mais um exemplo, o rio que corre pelo centro do lugar onde vivemos.

 

 

Tendo uma opinião formada relativamente ao desempenho do responsável pelo pelouro do ambiente cá do burgo, uma espécie de opinion maker da Câmara que não raras vezes me faz lembrar o hilariante ex-Ministro da Propaganda Iraquiano, foi com algum desapego que esta manhã observei o rio coberto por lindos tapetes de uma outra praga resultante da intervenção humana: os Jacintos de Água. Como se não bastasse o rio ser um dos mais poluídos da Europa perante a indiferença dos irredutíveis autarcas que pululam por este rio acima, temos ainda que levar com esta praga de plantas flutuantes que, em condições propícias (águas paradas, acumulação de matéria orgânica e elevadas temperaturas), se reproduz a um ritmo alucinante e reduz o teor de oxigénio, ameaçando a fauna e a flora autóctones.

 

 

 

“O efeito de sombra deste tapete impede a fotossíntese, reduz a produção de fitoplâncton e conduz a uma redução de oxigénio na água, levando à morte lenta das comunidades biológicas. Quando as temperaturas baixam, produzem-se massas de material em decomposição, resultando muitas vezes em anaerobioses. Ou seja, há um novo abaixamento de oxigénio, que interfere negativamente, não só no desenvolvimento das espécies mas também na própria saúde pública, pois a decomposição de elevado número de plantas e a formação de águas estagnadas, conjugadas com altas temperaturas, são condições propícias ao aparecimento de insectos vários, alguns deles geradores de doenças.”   Amadeu Soares

 

 

Este texto é um aviso ao irredutível Chefe da Aldeia que do alto da sua sabedoria saberá que medidas tomar para pôr fim a este flagelo que, pasme-se, poderá ter origem cá no concelho, precisamente sob a ponte que faz fronteira entre as freguesias de Macieira da Maia e Bagunte, sabe-se lá por alma de quem! Que na sua proclamada preocupação pelo bem-estar dos seus patrícios e daqueles que ainda se utilizam do rio para regar os campos ou praticar desporto, terá a lucidez de colocar um ponto final a esta praga, e assim evitar um retorno aos tempos do paganismo.

 

 

 

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Sábado, 29 de Setembro de 2007

estranha sedução

 

 

Vila do Conde tem estado fantástica, até hoje. Finalmente, o Outono deu um ar da sua graça e brindou-nos com chuva...

Ainda bem! É necessária...

 

 

Fotog. by Repórter Xis

 

 

 

 

Vou sentir saudades destes finais de tarde na esplanada da praia com o Xis.

 

 

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publicado por siX às 19:33
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política VC - o que "eles" dizem

 

 

 

 

"Não entendo a infeliz e auto-infligida irrelevância de alguns actores políticos da oposição. Em contraponto, está o enorme empenho, dedicação e profissionalismo daqueles que, nas escolas do concelho, trabalham para que todos os alunos tenham um ensino de qualidade."

 

 

 Vitor Costa (outra vez?), um vereador e um contentor de ideias...

 

 

artigo... aqui!

 

 

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publicado por siX às 14:21
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Terça-feira, 11 de Setembro de 2007

regresso ao patheo

 

 

ramiro

 

 

 

É sempre assim, no verão. Os que preenchem o café no Inverno quedam-se por outras paragens no estio. Os concertos são mais que muitos, e sempre considerados os melhores. Se são ou não, isso não sei. Mas que o café fica mais fresco no verão, lá isso é verdade. Bem, com o fim das quintas-feiras de poesia – o que foi uma pena –, o Ramiro optou por terças de cinema algo surrealistas. Até que gosto de Felinni e afins, dos cenários teatrais dantescos, bizarros personagens e diálogos algo loucos. De loucos todos temos um pouco, acho. De louco tem um pouco o Patheo e essa é a sua beleza, para a qual contribui grande parte da clientela, aves negras raras de olhar circunspecto.

 

 

Não os admiro, nada fizeram para que o merecessem. Mas respeito-os, mais as opções que saltam à vista. Estão para ali, fazem parte de uma paisagem que se pretende suburbana, com as suas virtudes e defeitos, eu incluído… Um outsider naquele meio, por vezes olhado de soslaio! Mas tal não me aflige nem apoquenta. À minha mesa sentam-se os da minha geração, amigos de um passado distante que as circunstâncias do presente juntaram uma vez mais.

 

 

Conversa versus desconversa. Conversa versus…

 

 

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publicado por siX às 08:44
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Terça-feira, 3 de Julho de 2007

politica VC - o que "eles" dizem

 

 

 

 

"Fica bem falar sobre ambiente, é “o que está a dar” e é o politicamente correcto. Grandes ambientalistas de bancada, têm solução para tudo. E só não transformam Vila do Conde no paraíso na Terra porque não os deixam. Numa espécie de “agarrem-me, senão eu salvo-o”, propõem medidas que sabem (ou não?) que de exequível nada têm. Pertencem a partidos em que os seus candidatos sempre defenderam o betão contra o desenvolvimento sustentável, mas hoje, aqui e agora, juram que nas suas mãos está a salvação. Se não os ouvirem isto é o fim. Claro, compreendemos. Mas, a chatice da realidade que os desmente..."

 

 

  Vitor Costa, que ocupa o pelouro do ambiente na câmara,  aliás um Mestre nas coisas do Ambiente, numa de Al Morde em um artigo verdadeiramente mordaz, dispara em todas as direcções. Uma proeza da miopia, este rapaz! É que continua a ver algas...

 

 

A causticidade deste rapaz pode ser apreciada de sobremaneira... aqui!

 

 

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publicado por siX às 19:44
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Sábado, 23 de Junho de 2007

S. João

 

 

A malta do QD deseja um excelente S. João a todos!

 

 

 

 

E cuidado com as espinhas...

 

 

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publicado por siX às 16:27
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Quinta-feira, 21 de Junho de 2007

política VC - o que eles dizem

 

 

 

 

Então não é que tiveram (a oposição) a maçada de ir até à Praia de Árvore comemorar o facto de ter sido considerada uma das piores do País?
Não importa se a poluição que a desfigura vem de todos os muitos concelhos banhados pelo Ave e seus afluentes. O importante foi o “orgasmo” que sentiram por haver algo que em nada prestigia Vila do Conde.

 

 

 Carlos Laranja, da "dura" esquerda, um tipo vertical numa reflexão horizontal...

 

 

Artigo, a não perder... aqui!

 

 

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publicado por siX às 13:13
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Quarta-feira, 20 de Junho de 2007

diário QD - PBM

 

 

 

 

o que safa o Tio é Lavoisier

 

Motivado pelo burburinho criado a nível da blogosfera local, li atentamente a extensa entrevista dada pelo Pedro Brás Marques ao pechisbeque Terras do Ave. Como de costume, Pedro destaca a falta de saneamento e tratamento dos esgotos a nível concelhio, responsabilizando a Câmara por tal desaire. Tem razão, Pedro, quando assim fala. Trinta anos de incapacidade na resolução deste problema é algo de extraordinário, que só muito dificilmente se pode ignorar. Contudo, PBM também não aponta soluções. Só defeitos, porque de algo concreto para a resolução deste enigma, népias. Aliás, a solução já está à vista! Foi dada de mão beijada pelas Águas do Ave! Dizem eles que no verão de 2010 entrará em funcionamento a ETAR que tratará da merda criada pelas duas cidades.  

 

 

 

ser ou não ser

 

Todo o discurso do PBM está envolto em alguma demagogia. Alguns apontamentos são mesmo inacreditáveis, como a questão das estradas que ligam o concelho. Que pretende PBM, neste caso? Alargar as vias? Não me parece, quando tal implica indemnizações aos proprietários dos terrenos adjacentes, tão pouco me parece que consiga empurrar para os lados as casas que se encontram ao longo destas! As vias até que são boas, em asfalto e paralelo, de excelente visibilidade. Bem piores são as que ligam algumas das freguesias do concelho vizinho da Póvoa de Varzim, que mais parecem caminhos de cabras que estradas, o tal concelho que PBM gosta de apontar como modelar, o que não se entende muito bem, a não ser pela cor do partido. É sabido que a Câmara da PV vive dos dinheiros que o Casino proporciona, que muitos dos eventos culturais que por lá passam são patrocinados por esta instituição. O Casino é o rosto oculto que está por detrás de quase tudo quanto a câmara faz. A não ser assim, o cognominado “magala” não teria assento nem num escritório sombrio de contabilidade, a acreditar naquilo que os blogues vizinhos escrevinham sobre o lado obscuro de tal personagem e aqueles que o rodeiam.

Quando se está em desvantagem, a crítica pura envolta em véus de demagogia não chega para angariar votos. PBM terá que se esforçar mais, principalmente nos temas que são susceptíveis de criar mossa nas hostes socialistas.

 

 

públicos vícios, falsas virtudes

 

PBM critica também o facto de os socialistas ignorarem as suas propostas, tendo em conta que o que está em causa são os interesses vilacondenses e não os do partido dominante. É verdade. De à longa data que os dois principais partidos de Vila do Conde nutrem, um pelo outro, uma espécie de ódio de estimação muito parecida com a fanfarronice de determinados clubes futebolísticos. Ainda ontem assisti na SIC Notícias um frente a frente entre sete dos candidatos à Câmara de Lisboa e no final todos aplaudiram a ideia de que, fosse quem fosse o vencedor, todos trabalhariam em conjunto em prol do município. E são estes momentos únicos, de verdadeira hipocrisia política, que nos fazem sorrir.

Em Vila do Conde, o caso atinge proporções ainda mais graves devido ao facto de o confronto de ideias ser confundido com a afronta pessoal, não sendo raro acabarem na barra dos tribunais. Seria PBM diferente, caso vencesse as eleições? Quero acreditar que sim, nas suas palavras, que não possui interesses políticos excepto o de servir Vila do Conde.

 

 

o senhor que se segue, por favor

 

Quanto à questão do candidato à conquista da câmara, fiquei deveras surpreendido e não devia. Afinal, em política, tudo é mutável! PBM, que no momento da sua eleição, apresentou o Professor Santos Cruz como o candidato natural ao cadeirão da câmara, afirma agora que já não é bem assim. Só posso entender este recuo pela vontade expressa do Professor em não avançar, por razões que só a ele dizem respeito, e não da vontade do líder. Aliás, creio que o objectivo desta entrevista é esse mesmo, uma mensagem de que o partido está em plena evolução e remodelação dos seus quadros, pelo que será uma força a ter em conta nas eleições que rapidamente se avizinham. A ser assim, quem avançará com o rosto hipotético do candidato? Miguel Paiva? Não creio, visto estranhamente sequer pertencer aos órgãos locais do partido. Na minha perspectiva apenas vejo um, o próprio Pedro Brás Marques!

 

 

 

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publicado por siX às 23:58
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s.joão, algas e...

 

 

 

 

Se há coisa que me aborrece profundamente no período das festas sanjoaninas, é a feira anual de automóveis pomposamente apelidada de EXPOMARCA! Para quem não sabe, existe esta mania de expor carros banais nos jardins da Avenida Júlio Graça, daqueles que se vêm todos os dias a calcorrear estradas e que nada têm a ver com os eventos de novidades de encher o olho. Quem passa, fica com a ideia de que, afinal, os jardins não passam de mais um parque de estacionamento. É ridículo, e é-me indiferente que tal evento sirva para pagar despesas relacionadas com as festividades.

 

 

Esta tentativa de vender monóxido de carbono bem que podia ser substituída por uma outra, mais interessante, que se poderia apelidar de EXPOAMBIENTE, destinada a esclarecimento, compreensão e prevenção! José Régio escreveu que Vila do Conde espraiava entre pinhais, rio e mar. Que diria o poeta hoje, se fosse vivo? Nada, creio. O que levam os poetas a escreverem sobre os elementos são a sua força, o fervilhar de vida, o espírito de comunhão com a natureza. Ninguém escreve sobre o que não sente. Dos pinheirais chega-nos a sua destruição, quer pelo fogo ou depósitos, quer através do gasóleo das máquinas destruidoras, do rio o cheiro dos esgotos, do mar o temor da propagação de doenças.

 

 

Seria uma boa oportunidade de mostrar aos vilacondenses o que afinal faz Vítor Costa, o tal capelão que ocupa o pelouro do ambiente, em prol desta tão propalada ciência, para além de escrever artigos de opinião que são verdadeiras anedotas.

Das suas intervenções, apenas lembro uma que se destacou pela miopia em estado agravado: quando todos viam merda a boiar no mar, Vítor via algas.

 

 

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publicado por siX às 23:49
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política VC - o que eles dizem

 

 

 

- Oh. Catarina, mas tu estás doida de vez? Amigos? Que amigos?

 

Ri-se. Eu não. Já me provocou e tenho de me defender. Digo que afinal as pessoas na foto são a Oposição. Merecem respeito. Vivemos em democracia. O direito a expressarem as suas ideias, da forma a que entenderem.

 

 

 

 

 Vítor Costa, capelão das praias de Vila do Conde, num artigo sui generis, em plena crise existencial do tipo: “quem sou, para onde vou, que faço eu nesta praia de ideias deserta”.

 

O artigo de disparates pode ser lido... aqui.

 

 

 

 

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política VC - o que eles dizem

 

 

 

 “Se o PSD ganhar as eleições, muitas redes irão acabar, muitas ligações que se estão a descobrir irão ser quebradas, connosco vai ser tudo claro, não vai haver compadrios, não existirá este tipo de jogo escondido da câmara com algumas entidades, pessoas e empresas.”

 

 

 

 Pedro Brás Marques, presidente do PSD no papel do Inspector Corrado Cattani, numa história antiga mas sempre actual de capos mafiosi, promete luta contra as forças do mal e desmembrar os tentáculos de um polvo que se esconde nos corredores obscuros da câmara.

Em breve, num cinema muiiito perto de si...

Artigo a ler... aqui!

 

 

 

 

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publicado por siX às 12:53
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Terça-feira, 22 de Maio de 2007

há coisas...

 

 

que não mudam...

 

 

 

 

Fotog. by Repórter Xis

 

 

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publicado por siX às 00:24
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Segunda-feira, 21 de Maio de 2007

seven, the movie

 

 

        

 Fotos by Repórter Xis

 

Lá venho eu mais uma vez com as opiniões cobertas de teia de aranha. Assim o é! Mas, creio, isso não será muito importante, portanto…

 

 

Sexta-Feira passada cheguei atrasado à cerimónia de divulgação dos fantásticos resultados relativos às 7 Maravilhas do Concelho. Depois de uma tão propalada divulgação, com votação em tudo quanto era esquina, esperava a Praça José Régio regiamente ocupada, não digo por milhares mas, vá lá, umas centenas de adeptos maravilhados! Qual o meu espanto ao deparar com cerca de duas dezenas de curiosos, sendo que uma boa parte eram militantes camarários e artistas contratados! Enfim, muito pouca adesão que contrastava vivamente com a votação via Internet e que, segredaram-me, atingiu o espantoso nº de duzentos e tal mil votos, sensivelmente o dobro de almas vivas que pululam por este belo concelho. Ok!

 

 

Gostei do espectáculo circense, pleno de movimento, luz e cor. A Praça José Régio, bem explorada, pode ser palco de múltiplas actividades quase diárias e uma mais valia cultural a ser explorada no decorrer do estio que se avizinha. Fico curioso, relativamente ao seu aproveitamento no decorrer do verão. Bom, neste dia eu estava extremamente cansado e a pé há várias horas, pelo que não esperei pela divulgação dos resultados. Me contaram depois que o edil camarário optou por validar duas votações de forma independente, e não uma, contribuindo para uma confusão que não é rara na nossa autarquia, quando pretende atingir objectivos. Creio que o Kafka tinha razão relativamente a este ponto.

 

 

Assim sendo, ficamos com dois vencedores: o resultante da votação na net – a Cividade de Bagunte, maravilhosa e quasi esquecida,

 

 

 

 

 

 

e o decorrente da modesta votação nas urnas – o Mosteiro de Santa Clara –, um futuro projecto hoteleiro cuja remodelação de interiores está a cargo do mundialmente famoso e maravilhoso (ai!) Siza Vieira.

 

 

 

 

 

O Blog O Antivilacondense do Kafka, aproveitando o balanço da futura nau catrineta em pleno ave, resolveu efectuar uma auscultação paralela ao que ele considera os 7 pesadelos vilacondenses, e aos quais o jornal O Primeiro de Janeiro dedicou a sua atenção. Aqueles que votaram são, claramente, do contra ou gente lixada com o espírito camarário. Então, não é que o pesadelo mais mediático é a pérola vilacondense, a obra de um hOmem sÓ, o Programa Pólis? 

 

 

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publicado por siX às 23:45
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Quinta-feira, 10 de Maio de 2007

poema último

 

 

 

 

Vila do Conde é uma terra de poetas, segundo dizem. Há, efectivamente, alguns por aí! Mas, na realidade, a maior parte não passam de uns meros escribas, mais preocupados em difundir a sua imagem através de métodos estéticos de gosto duvidoso do que propriamente pela qualidade da sua escrita, à qual falta o desespero e a intensidade, a capacidade de traduzir a profusão de sentimentos através do uso da palavra. Enfim, de um Calixto!

 

 

Mas, de entre todos, um se destaca e que eu aprecio. Uma pessoa verdadeiramente complexa que encontrou na expressão do poema o exorcismo dos demónios que invadem o seu íntimo, traduzido em paixões, ódios, amores e desamores, desespero e frustrações. Estou a falar de António Pedro Ribeiro, poeta, músico, revolucionário, um hobo por opção…

 

 

Ao ler a sua última publicação «Saloon», um poema atraiu a minha atenção. É difícil explicar. Posso-o fazer expondo uma situação pessoal que me acontece com alguma frequência quando visito um museu ou exposição. Há sempre trabalhos fantásticos, telas e esculturas fabulosas, trabalhadas com mestria e sensibilidade. No entanto, de entre o Todo, algo em particular me detém, espanta e preenche de forma incompreensível! Em suma, só o posso explicar como estando em presença da Arte.

 

 

O poema do Pedro teve este efeito em mim. Provocou-me o espanto pela simplicidade e força da palavra, e o riso pelo objecto tão comum ao ser humano. Afinal, quem nunca se sentiu assim? O difícil é exprimi-lo como…

 

 

 

POEMA ÚLTIMO

 

 

O meu cérebro

a fugir

pelo quarto.

 

 

E eu,

apavorado,

a correr

atrás dele.

 

 

 

 

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Sábado, 28 de Abril de 2007

e porque hoje...

 

 

está um dia lindo, fantástico de odores primaveris, aqui fica esta não menos primaveril foto do Xis...

 

 

Fotog. by Repórter Xis

 

 

Porque vale a pena, e necessário é poder sentir e viver enquanto tal nos for permitido.

 

 

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publicado por siX às 12:41
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sons do quotidiano 2

 

 

Foto by Repórter Xis

 

 

Quasi dois anos de mandato autárquico socialista passaram num ápice, assim como quasi dois de oposição social-democrata que, em termos de visibilidade, muito pouco ou nada tem adiantado em relação a anteriores lideranças. Tenho até cá para mim que o Armando Herculano do BE Vilacondense é mais eficaz sozinho na oposição do que meia dúzia de sociais-democratas juntos a berrar ao mesmo tempo!

 

Sob o meu ponto de vista, houve um erro estratégico levado a cabo pelo actual líder do PSD vilacondense aquando da sua eleição. No momento da sua nomeação, Pedro Brás Marques devia apresentar-se como o rosto reformista do partido, quebrando o elo com o passado, e não o fez. Apresentou Santos Cruz como candidato ao cadeirão almofadado da Câmara, numa clara prossecução de políticas levadas a cabo pelo seu antecessor, Miguel Paiva. Esta falta de sentido de oportunidade só pode ser explicada pela necessidade, aliado a algum receio, que o actual líder sentiu em angariar apoios que implicaram negociações. Como se sabe, o nome do Professor foi adiantado pelos principais oponentes como fazendo parte das suas listas, num claro jogo de cintura e permanência no poder. E Pedro Brás Marques não tinha necessidade de enveredar por esse caminho. Pela sua valência e pelas características do seu cabotino opositor na altura, Pedro Brás Marques venceria sem qualquer dificuldade, ficando livre para direccionar o partido num caminho menos elitista e mais popular, apresentando-se ele próprio como candidato.

 

É certo que o actual líder da oposição tem tentado manter um cunho pessoal nas suas actividades, quer através de actividades de rua, quer de artigos de opinião. Mas aqueles que o secundam procuram, também eles, a visibilidade e o protagonismo, empalidecendo o seu trabalho. Ao que parece, Pedro Brás Marques nada aprendeu como observador do trabalho do seu antecessor, que tinha que lidar com as aves agoirentas do seu próprio partido e ainda trabalhar na penumbra para dar destaque a um candidato que nunca aparecia, a não ser em fotos de determinado jornal. Esta falta de cariz popular, esta incapacidade de se misturar e ouvir, aconselhar, prometer, em suma falar a mesma linguagem, sempre foi um problema no seio do PSD. Pedro Brás Marques teve tudo na mão para se destacar pela diferença e, por qualquer motivo, não o fez.

 

 

Não é à toa que aquela poetisa caxineira agradece a Mário Almeida o facto de hoje em dia existirem doutores, engenheiros e enfermeiros nas Caxinas, o tal poema que aqui coloquei e não mereceu o menor apontamento de quem por aqui passa porque não entenderam o alcance das suas palavras. Tal não é verdade, evidentemente. Deve-se isso sim, ao esforço de pais que se sacrificaram para melhorar a vida dos seus. Mas o que impressiona é a perspectiva daquela que fala por todos quantos ali vivem, e isso não se consegue em apenas quinze dias, que foi quanto demorou o circo que a coligação Sentir Vila do Conde montou nas últimas autárquicas.

 

 

 

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Quarta-feira, 25 de Abril de 2007

sons do quotidiano 1

 

 

 

Passaram quasi dois anos do poder autárquico socialista, aquele que muitos apontam como sendo o último mandato de Mário Almeida…

 

Bom, nestes quasi dois anos, Mário Almeida tem-se mostrado prolífico em obras de encher o olho! Ele é museus, avenidas, pontes, marinas, solares, piscinas, parques, ele é isto e aquilo. Mas vamos por partes:

 

 

1 – avenidas

 

A mais emblemática é, sem dúvida, a da praia. Idealizada por um arquitecto de renome em baixo astral, a avenida é pouco praticável à circulação de automóveis. De vias demasiado estreitas, camionetas a subir passeios e utentes a terem que se desviar para não serem atropelados, só quando acontecer uma desgraça é que se vai repensar a sua utilidade. De salientar a "nobreza" da matéria-prima – alcatrão –, o cerne da visão do arquitecto que o edil não soube (ou não quis) contrariar, e a colocação de arbustos raquíticos ao longo da avenida que acabaram por morrer, restando apenas os tocos. Não posso esquecer o facto de a Avenida Brasil se encontrar transformada num parque automóvel gigantesco, que é principalmente utilizado pelos aficionados das auto-caravanas, contribuindo ainda mais para a feiura de um local que se pretendia belo. Enfim, parece não existir regra relativamente a este aspecto.

 

 

2 – museus

 

São mais que muitos e resultantes da recuperação de edifícios. Está de parabéns a autarquia, neste aspecto. No entanto, é de todo incompreensível que se recupere um edifício, este seja inaugurado dentro de um âmbito qualquer com toda a pompa e circunstância, para depois se encerrar portas por tempo indeterminado! Mais um mistério para Sherlock investigar… Quem sabe no decorrer do mês de Maio, dedicado ao Museu, se abram definitivamente algumas!

 

 

3 – marina

 

Está às moscas! É bonita, parece funcional, mas está às moscas. O que falta? Um plano de marketing publicitário a nível mundial, que empolgue clientes? O desassoreamento do rio que permita melhorias na sua navegabilidade? O seu funcionamento está dependente da construção do novo hotel? Esta parece-me improvável, visto que os navegadores vivem nas suas embarcações, salvo raras excepções. Quanto à construção envidraçada defronte à marina, que eu julgava projectada para serviços administrativos, foi-me segredado estar destinado a mais um museu. Será possível? Eu não acredito, mas…

 

 

4 – pontes

 

Está prevista a construção de, pelo menos, duas. Tarda o alargamento da ponte do antigo comboio, uma ideia excelente que permite definitivamente escoar o trânsito do centro de Vila do Conde. Será para este mandato? Urgente é a construção da prevista em Retorta ou então a manutenção da antiga, antes que aconteça uma tragédia. É do conhecimento geral que esta já não oferece condições de segurança para quem a utiliza e de tragédias com pontes está o país farto.

 

 

5 – solares

 

A sua recuperação é uma mais-valia para Vila do Conde e um incentivo a que outros concelhos sigam o exemplo.

 

 

6 – piscinas

 

Mais uma inauguração na freguesia Mindelo que, de acordo com notícias últimas, não tem tido utilidade pública. Afinal, para que serve uma piscina fechada?

 

 

7 – parques

 

Os que temos funcionais são do tempo da velha senhora. O parque ajardinado João Paulo II nas Caxinas, construído no âmbito do Polis, é um desastre não assumido. Não fossem os patos e cisnes que por lá andam e são a perdição dos mais pequenos, estaria sem dúvida às moscas, até porque no verão, sem a desejada sombra, o calor é insuportável. Um jardim é um convite à contemplação capaz de transmitir paz e espiritualidade, de expressar a essência da natureza em um espaço limitado, o que não é o caso. Mais uma vez, as árvores não vingaram, conferindo um aspecto singular e desolador em toda a sua extensão.

 

 

8 – conclusões

 

Pelo menos duas saltam à vista:

 

·          Falta de prevenção ou incapacidade em equacionar situações atempadamente

 

Dou como exemplos (outros haverá), o edifício dos Socorros a Náufragos e o da Ponte de Retorta. O primeiro é necessário na prevenção de vidas humanas no mar. Continua desactivado, mesmo depois de ter sido referida a urgência da sua reabilitação após o naufrágio do “Luz do Sameiro”. O segundo, porque me parece urgente, tendo em conta o seu grau de deterioração e o risco que isso implica. Bom, nesta coisa de pontes sou leigo, não entendo nada disso, apenas sei como atravessá-las. No entanto, tendo em conta um recente artigo com fotos alertando para o facto e o silêncio da Câmara relativamente a esse assunto, leva-me a crer na veracidade da notícia.

 

·          Incapacidade financeira

 

Salta à vista de que a Câmara não tem dinheiro nem para comprar um chiclete no café Bompastor! Devido aos incentivos, a câmara obriga-se à conclusão de obras mas depois não tem dinheiro para a manutenção e utilização dos espaços, optando pelo fecho até melhores dias. Só assim se compreende que após algumas inaugurações, os espaços sejam de novo encerrados sem qualquer explicação. Só assim se compreende que os tocos secos de árvores e arbustos continuem a “embelezar” parques e avenidas.

 

Só não entendo porque razão a câmara não procede ao transplante de árvores! Afinal, o que não faltam pelo concelho, são árvores de grande porte a pedirem para serem transplantadas para o Parque João Paulo II, por exemplo. É certo que agora não é a melhor altura do ano para o fazer (talvez lá para Setembro ou Outubro), mas aqui fica a ideia… e uma ideia, por muito idiota que possa parecer, é sempre válida onde grassa a escassez delas.

 

 

 

 

 

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Terça-feira, 24 de Abril de 2007

communiqué

 

 

 

 

É sabido que a Qimonda, a fantástica e fenomenal empresa sediada em Vila do Conde e que recebeu recentemente 70 milhões de euros de apoios do Estado, que até mereceu uma visita do ainda 1º Ministro, vai agora proceder ao despedimento colectivo de cerca de 66 trabalhadores, dizem que de acordo com políticas internas da empresa!

 

 

 

 

O Armando Herculano do BE enviou-me um requerimento assinado pelas deputadas do partido e dirigido ao Ministro do Trabalho e Solidariedade Nacional, e que pode ser lido na íntegra no Forum QD.

 

 

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Quarta-feira, 18 de Abril de 2007

(diz) a verdade

 

 

Ao passear pelo blog Casa de Osso do Valter Mãe, dei de caras com o vídeo musical referente ao último disco do meu amigo Paulo Praça, e que eu não resisto em colocar aqui.

 

É giro, é fresco, é dançável!

 

Ah, não me posso esquecer de que a letra é do próprio Valter, não vá ele zangar-se...

 

;-)

 

 

 

 

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publicado por siX às 23:02
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Sexta-feira, 13 de Abril de 2007

abraço grátis

 

 

Somos, por vezes, uns ingratos para com a nossa classe política. Não apreciamos o seu esforço, tão pouco os entendemos. Um passo que não nos agrade, e aí estamos nós a berrar, a conjecturar, a espernear perante o seu cinzentismo, as palavras balbuciadas com esforço, o seu espanto perante tanta incompreensão. Eles, que tudo abandonaram para servir uma "causa", espantam-se quando nos revoltamos, que a "causa" somo nós, que é por "causa" de nós que eles assim são: cinzentos.

 

Sinto-me assim, hoje. Magnânimo, perante o cinzentismo. Quase esqueci que José Sócrates já foi jovem, apanhou umas pielas com amigos, participou em festas inenarráveis. Que outros já fumaram charros, deram umas quecas na praia, passaram noites plenas de sexo ao luar, já foram rebeldes sem causa. E hoje são aquilo que são, gente cinzenta incapaz de dialogar em termos compreensíveis, enfim... gente só. Solitários por opção.

 

É por essa razão que lhes endereço este abraço grátis, a todos os cinzentos que pululam por essa caixas de tv. Já o havia feito através do mentor da ideia, Juan Mann, que passava os dias oferecendo abraços grátis a quem passava nas ruas de Sydney na Austrália, dando origem a um movimento que ultrapassou fronteiras e já chegou ao Porto.

 

 

 

 

 

Já agora, para quando um Free Hugs em Vila do Conde?

 

 

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publicado por siX às 18:59
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