Quinta-feira, 21 de Dezembro de 2006

diário QD

 

 

Ainda é cedo para discorrer sobre o que de bom e mau ocorreu por este mundo. Mas na incerteza de que possa vir a postar novamente até ao final do ano, vou aqui fazer um ponto de situação, nada fantástico. É usual falar sobre livros, cinema, música, política, numa toada séria e pregmática. Eu sou um tipo sério e pragmático. Mas farto de o ser, aqui vão algumas opiniões...

 

 

 

Fiquei chocado com o corte orçamental na Cultura do Porto. Bem, a opinião de Rui Rio achar um desperdício a distribuição de verbas a grupos que enchem salas de espectáculos com moscas, não é de todo descabida! É, de facto, um desperdício de dinheiros públicos.! Mas não concordo com o corte radical. É responsabilidade da Câmara do Porto o saber separar as águas, dos que mostram talento dos que não o têm, no fundo, distinguir os bons dos maus. Esta iniciativa peregrina do autarca do Porto de enfiar tudo e todos no mesmo saco ficará para sempre ligada à ocupação do Rivoli, por muito que este afirme o contrário. O homem tem mesmo maus fígados! Para os artistas, aqui fica um conselho: amigos, mudem-se para Gaia...

 

Outra mesquinhice me incomodou este ano: o encerramento de escolas e maternidades.

 

 

 

"Fecham-se as maternidades com o objectivo de uma melhoria no sistema de saúde" ou, "Fecham-se as escolas tendo em vista um melhoramento do sistema de ensino", afirmaram os ministros fulano e sicrano do alto da sua sabedoria. E, na realidade, têm-se verificado melhorias... melhorias no pessoal que trabalha no serviço de ambulâncias, que agora se vê no papel de parteiro em regime full-time (amanhã, quando perguntarem a fulano o local de nascimento, será vulgar ouvir "entre a estrada 118 e 234").

Quanto ao facto de enviarem crianças para establecimentos de ensino a dezenas de km de casa, quando saiem de manhã e chegam à noite e apontá-lo como positivo, é tapar o sol com a peneira.

 

Certamente, só eu acho esquisito que o encerramento de centenas de escolas e maternidades cumpram o objectivo de melhorar seja o que for. Mas esse sou eu, que até sou pequenino...

 

 

Ah, não me posso esquecer da personagem mais mediática a nível planetário: o Senhor George Bush.

 

 

 

Acho cada vez mais piada a este personagem, um verdadeiro escuteiro, quem sabe se o último. O reconhecimento tardio do falhanço a todos os níveis na reconstrução de um Iraque cada vez mais em pantanas, é hilariante e triste ao mesmo tempo. Ver George Bush a debitar mentiras atrás de mentiras é um espectáculo, só comparável ao do antigo ministro da informação iraquiano  Mohhamed Saeed Al-Sahaf, de triste memória.

 

 

 

Tenho cá para mim que um laço invisivel une estes dois...

 

 

Por falar em mentirosos, também por cá temos um valente digno de menção: o Primeiro Ministro Sócrates ou Pinóquio. Como foi possível colocar um mentiroso no poder? Só mesmo neste país...

 

 

Esta posta já vai algo longa, de forma a que me vou abster de falar em cinema e música. Ficará para outras postas. Vou terminar com uma referência ao mercado livreiro. E assim, de verdadeiras obras dignas de menção nos compêndios escolares da próxima geração, não aponto um, mas sim três!!! Fantástico, não é? Logo três, a saber:

 

 

 

"Sob o Signo da Verdade", de Manuel Maria Carrilho,  e onde o autor acusa tudo e todos pela sua derrota nas eleições para a Câmara de Lisboa, "Percepções e Realidade" de Pedro Santana Lopes, que procura justificar o pontapé que apanhou de Sampaio através de uma congeminação obscura de poderes onde só faltou o Papa, e o "Eu, Carolina", de Carolina Salgado, que se envolveu com o Papa em uma noite de calor... ou no Calor da Noite, só para o tramar! 

 

Tudo obras que primam pela especificidade e qualidade de conteúdo de gente que, por este ou aquele motivo, saiu fodido e sem glória de situações em que se envolveram. Um grande passo atrás na Cultura, penso eu de que... Só assim se compreende que o prémio carreira atribuído pelo Casino da Póvoa, numa demonstração de puro mecenato, a um pintor de destaque como Nikias Skapinakis

 

 

 

e que contou com a presença da Ministra da Cultura, tenha sido ignorado pelos órgãos de comunicação, mais interessados nas discrições das flatulências de um dirigente desportivo por alguém cujo cérebro deve ser da matéria que origina tais odores...

 

 


publicado por siX às 23:56
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