Terça-feira, 6 de Junho de 2006

calixto

 

 

 

 

 

Calixto morreu,

Morreu Calixto.

E depois?

 

 

É mais um que se finou,

Que optou

Por se lançar no vazio do espaço

E se fragmentou

Em mais do que um pedaço

Nas rochas pontiagudas e cortantes

Como o provam a perna e o braço

Encontrados em pontos equidistantes

 

 

O corpo de Calixto

Recolhido

Mal coube num saco

E foi um poema

Apartado do punho cerrado

Escrito à antiga pena

Que o carácter peculiar

Logrou identificar

 

 

Calixto morreu,

Morreu Calixto.

E depois?

 

 

Não passava de um poeta

Mal vestido

Um pateta

Desconhecido

Um aziago

Sub nutrido

Um chato

Empedernido

 

 

Vai e não voltes,

Jamais...

Pregue-se na cruz o último poema

E na lápide de pedra-pomes

A cinzel gravado por mão obscena

Os dizeres me morais:

"Aqui jaz Calixto

Um pobre de espírito

Viveu sem jeito

E morreu desfeito"

 

 

Calixto morreu

Calixto sou eu

 

 

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publicado por siX às 20:55
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2 comentários:
De seforis a 7 de Junho de 2006 às 01:37
Só me resta então dizer: viva o Calisto... :-).


De siX a 7 de Junho de 2006 às 18:58
ah ah ah, vitor


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