Quinta-feira, 29 de Setembro de 2005

the book of Taliesin

 


PraiaAzurara 015.jpg 


 


Eu sou um apaixonado pelos espaços abertos, amplos. Da mesma forma que o Professor Santos Cruz subiu e desceu a ponte da doquinha milhares de vezes, também eu atravessei aquele lugar outras tantas. Um lugar imenso, de praia e pântano que o rio inundava a horas certas, um lugar que fervilhava de vida marinha...


Ora eu vejo com desconfiança a eterna obsessão dos políticos em olharem para um espaço e vê-lo em concreto, tipo jardim de cimento. Na realidade, enaltecemos locais verdejantes, viajamos para outros países em busca do tal espaço aberto, tecemos comentários de admiração pela beleza e efeito que teve sobre o nosso espírito. Mas, na nossa terra, somos incapazes de o apreciar, de o ver como algo a manter, não mo perguntem porquê.


 


PraiaAzurara 012.jpg


 


E até dou um exemplo. Irlanda tem uma paisagem muito parecida com a nossa, de praias e falésias. Basta estar atento a um qualquer programa televisivo sobre este país, que a primeira imagem que aparece é sempre a de um local amplo, misterioso e selvagem, acompanhado por aquela música que nos faz sonhar... e no entanto, a Irlanda é o país da Europa com maior índice de crescimento económico. O que significa que não há necessidade de destruir o que as suas gentes consideram a sua imagem, um dos seus ex-libris, para evoluir no bom sentido.


É por essa razão que eu não posso concordar com a existência de uma ponte na zona da foz, principalmente quando atira mais trânsito sobre Vila do Conde. O Professor até brincou com a ideia de camiões TIR a atravessarem a ponte (eu mereço, confesso, mas não referi nenhum Tir), mas que raio, transportes públicos não são pesados? E as carrinhas, furgonetas, e outros que tais, não são elementos poluidores? Mais, a ideia de condicionar o trânsito em algumas das artérias da cidade é de aplaudir. Já aqui uma vez defendi esse aspecto, até de uma forma mais radical. Mas, a ser assim, não será um contra-senso?


A ideia de uma ponte pedonal não me é de todo ingrata. Mas eu sou da opinião que o espaço amplo deve ser defendido e não transformado em mais um jardim de betão. Deve ser cuidado, protegido e não destruído. Transformá-lo no ex-libris que merece.


Quanto à despoluição do Ave, toda e qualquer ideia é boa. Santos Cruz disse uma grande verdade e foi, até agora, o único, sinal de que está atento para a dura realidade que vivemos e tem o olhar no futuro. A água deve ser preservada, a todo o custo e, por essa razão, a despoluição do Ave deve ser prioritária.


Mas não acredito em concertações com concelhos que, sabemos, têm nas suas câmaras indivíduos ou interesses ligados à indústria poluidora, e muito menos através de uma vigilância dos munícipes. A sua ideia aproxima-se da do Mário Almeida, que também acha que a despoluição do Ave passa por uma tomada de consciência que os industriais não possuem. Ideias pouco práticas e aplicáveis, como ele bem sabe.


São necessárias acções em concreto, e até posso dar uma ideia, que acho aplicável e eficaz: a criação de uma unidade fiscalizadora móvel de patrulha e vigília das margens, movida a barco, com um ou dois postos ao longo da margem até à sua fronteira. A partir daí, a vigilância ficaria a cargo do concelho seguinte e por aí fora...


Aí, acredito que assim se conseguiria tornar o Ave num rio despoluído.


 


publicado por siX às 23:06
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1 comentário:
De Anónimo a 30 de Setembro de 2005 às 09:56
Despoluir o Rio Ave é:
1- pôr a funcionar as ETAR's a nascente de VC (Trofa, mais uma em Famalicão, Vizela);

2- sistema de saneamento básico nos vários concelhos que configuram com o rio (tratando os efluentes);

3- fiscalizar activamente o rio (e a proposta do siX não é descabida de todo) e actuar criminalmente junto dos infractores!

Quanto à proposta do Santos Cruz, envolver os cidadãos na preservação do rio, sabe-me, francamente a demagogia e a "música pra boi dormir"Pio XXI
</a>
(mailto:xpto@mail.pt)


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