Domingo, 25 de Fevereiro de 2007

obrigado six



Espero não estar a parecer a todos os meus leitores uma “Maria Tola”, melhor dizendo, uma “vaca louca” com tantos zigzagues, mas vou dar por terminada a minha colaboração no Vila do Conde Quasi Diário, carinhosamente tratado por muitos por QD, sem dúvida o blog de referência de Vila do Conde. Foi uma honra para mim ser colaborador no QD durante 2 meses. Quero agradecer ao six o facto de nunca ter tido qualquer tipo de castração ou entrave relativamente à minha criatividade e pasme-se, descobri que temos muito em comum e partilhamos uma visão do mundo em muitos aspectos igual. Teria gostado que a minha colaboração no QD tivesse sido mais extensa. Habitualmente os primeiros meses de cada ano costumam ser para mim profissionalmente muito intensos e desgastantes. Apesar de tudo consegui conciliar o meu trabalho e não perder o rumo aos projectos pessoais que me levaram a terminar com "O Antivilacondense". No meio deles fui fazendo a minha colaboração no QD com a energia que tinha.

Vou novamente ressuscitar O Antivilacondense a partir de 1 Março… mas numa versão mais para amigos e família, melhor dizendo, sem me maçar muito.

publicado por Kafka às 19:33
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Sexta-feira, 23 de Fevereiro de 2007

zeca afonso

 

 

Faz hoje vinte anos que Zeca Afonso faleceu, por doença. Devo confessar que nunca gostei muito da dita música de intervenção, mas Zeca Afonso era muito mais do que isso: era um agitador. Mas não era um agitador como alguns que pululam por estas bandas! Zeca Afonso era um agitador de almas e consciências... Um artista.

 

Aqui fica a homenagem ao Homem que eu, na minha juventude, admirei pela sua coragem...

 

 

 

 

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publicado por siX às 16:29
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Quinta-feira, 22 de Fevereiro de 2007

de fugida - Lousã

 

 

Assim foi. Aproveitei estas mini-férias carnavalescas para descansar à sombra da Serra da Lousã, um local magnífico. A serra, não a cidade. Lousã é terra de gente muito simpática e prestável. No entanto, a cidade não é muito atractiva sob o aspecto arquitectónico. A parte nova é desinteressante e a zona antiga está praticamente abandonada, apesar dos inúmeros solares barrocos e palacetes que lá existem.

 

 

 

 

Destaque-se os Paços do Concelho onde se encontra este estranho pelourinho que, juntamente com o castelo, se encontra classificado como monumento nacional.

 

 

 

 

O que a Lousã oferece é o espaço natural da serra, zona protegida de carvalhos e onde prolifera o veado, o javali, o corço e o milhafre, entre outros.

Não podia deixar de visitar as aldeias serranas de casas de xisto, lindas. Parei no Candal e o Xis não parava de balbuciar que ali era o lugar ideal para viver, longe de tudo, só para se dedicar à fotografia. No entanto, perdeu essa ideia quando se deu conta do estranho silêncio que o rodeava. Apesar de o tanque da aldeia se encontar com roupas lavadas a secar, não se via vivalma. Tudo fechado.

 

 

Fotog by Repórter Xis

 

 

 

 

Outro dos locais admiráveis é o da ermida da Senhora da Piedade, local de culto das gentes da Lousã.

 

 

 

 

Para lá chegar, é necessário passar pelo castelo medieval. Descer até ao rio Ceira e aí retemperar as forças com um almoço no típico restaurante O Burgo. Do restaurante, a paisagem é deslumbrante. Por sorte, apanhamos o evento gastronómico dedicado à caça e pesca. O Xis adorou a favada de caça e a bucha de coelho, mas torceu o nariz quando pedi Bifes de Veado com Tortulhos.

 

"Eu não vou comer o Bambi", disse. "Não te preocupes com isso. A Falina já cá não está!", respondi. Não disse mais nada. É o que eu gosto no Xis, rapaz de poucas palavras. Comeu e repetiu.

 

 

 

 

Já retemperados pelo excelente almoço regado por um fantástico Padre Pedro, lá subimos ao complexo natural e paisagístico da Senhora da Piedade. No fundo do vale corre o rio, encontrando-se na outra margem e no cimo de um morro, o castelo medieval do séc. XI, que encerra uma história muito bonita.

Reza a lenda que um emir, ou um rei, teria mandado erguer o castelo para proteger a sua filha Peralta, pois necessitava viajar até ao Norte de África em busca de reforços para combater as tropas cristãs. O nome deste emir seria Arunce, e em sua homenagem tanto a povoação quanto o castelo tiveram o nome de Arouce. Segundo dizeres populares, o rei teria lançado feitiços para que se erguessem densos nevoeiros e altas ramagens que tornassem o castelo invisível aos olhos inimigios, aquando da sua passagem por aquelas terras.

 

 

 

 

A Serra da Lousã é um local especial, quase mágico. Adorei lá estar. A gastronomia é fabulosa, e aconselho vivamente a Casa Velha, na cidade, pela excelência do seu menu, de paladares obtidos através da mestria e conjugação dos elementos que transformam uma refeição banal numa memória grata. Desiludiu-me o Viscondessa, no Palácio da Lousã, demasiado caro para um péssimo serviço. Não respeitou a reserva, os funcionários desconheciam o teor dos pratos, deslocaram o vinho para uma outra mesa mas esqueciam-se de o servir. Enfim, falta de escola...

 

 

 

 

O rio é deslumbrante e proporciona uma pesca à truta. Infelizmente, tinha esquecido a minha cana. Mas ainda apreciei um pescador isolado que utilizava como isco... milho amarelo!!! Tenho que experimentar, um dia...

 

 

 

 

Bom, e chega da Lousã. Não assisti a nenhum corso carnavalesco. Fujo deles, e no entanto, até aprecio o Carnaval. Mas é no Brasil...

 

 

 

 

Boa noite.

 

 

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publicado por siX às 23:26
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padre Domingos / prova de fogo / quarta-feira de cinzas...

Deus não poupa até os que mais ama.

publicado por Kafka às 21:30
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diário QD

 

 

“O futuro fazemo-lo nós.”

 

 

 

Sempre acreditei nesta frase, que as nossas acções são determinantes para a construção do nosso futuro. No entanto, para lá chegar, necessário é que os actos daqueles que nos governam sejam preponderantes no sentido da criação de oportunidades às novas gerações, que terão a responsabilidade de as melhorar para entretanto as adjudicar às seguintes. E não é o que se passa. É com alguma apreensão, um sentimento conspícuo, que vejo a revolta popular para os lados de Valença. Gente apreensiva com o inusitado fecho da Urgência e a carga policial a que foi sujeita, sinal de uma determinação política mais próxima de uma ditadura que de uma democracia.

 

 

 

Também por cá, em Vila do Conde, está previsto o fecho da Urgência. O nosso problema não é a distância, tão pouco a crueldade de caminhos esburacados ou estradas interiores perigosas e demoradas. É sim o fluxo de utentes que por lá passam, principalmente em tempo de estio. O nosso presidente tem essa noção e preocupa-se, tal como um Pai… No entanto, prefere o caminho do diálogo em vez do assumo popular. É uma opção, caso existisse alguma abertura por quem assume algumas liberdades ditatoriais, o que se não verificou até agora. Mário Almeida deve ter ficado algo desorientado e proferido para com os seus botões - Que grande merda! -, com a desculpa do Ministro da Saúde quando este aludiu uma gripe para desmarcar uma reunião agendada, mas que saltou da cama perante a demonstração de arrojo popular dos Flavienses. O ministro gripado desorientado adoentado não tem culpa. É um pau mandado do Pinóquio, que não dá a cara pelas suas decisões e mantém assim os índices de popularidade que lhe darão cobertura até às próximas eleições. Talvez nas entrelinhas esteja escrito:

 

“Tens que aguentar. És do PS e não deves manifestar-te. Os autarcas desordeiros são do PSD, e não podemos ter elementos do PS envolvidos em manifestações e outras acções de cariz popular, ou não conseguiremos tratar este problema como uma situação política.”

 

 

 

Mas eu iniciei esta posta a falar do futuro! Um futuro num país cada vez mais dividido entre Norte e Sul, onde Lisboa manda em tudo e o Porto não manda em nada! Um país em que o fosso divisório entre os mais pobres e os mais ricos alargou, em que estudar significa cada vez mais desemprego, onde ainda se morre por falta de assistência médica. É assim o meu país, dividido em zonas ricas e zonas pobres. Eu vivo na zona mais pobre do país, o Norte! Que, incrivelmente, é onde mais se trabalha mas também a mais explorada por gente sem escrúpulos, que garantem o seu futuro à custa da miséria de muitos.

 

 

                                    

 

É por essa razão que aprecio cada vez mais a Ilha da Madeira e o seu Imperador, Alberto João Jardim. Admiro a sua rebeldia, inteligência e espírito acutilante. O chamar os bois pelos nomes quando necessário, o populismo aliado à sua figura bizarra e determinação implacável. Foi graças à sua personalidade indómita e dedicação pela sua gente que a ilha da Madeira evoluiu de uma região esquecida e pobre para a segunda mais rica. Uma dedicação que lhe atribuiu uma popularidade sem precedentes e provoca a inveja de governantes, autarcas e presidentes.

 

 

 

Ao, inesperadamente, provocar eleições antecipadas na Madeira motivado pela aprovação da nova lei das Finanças Regionais que, no seu entender, vai prejudicar quem lá vive, Alberto João provoca o governo socialista de Pinóquio. Não vai conseguir inverter a lei, mas garante mais dois anos de mandato e enfureceu os socialistas que, apesar de interpretarem tal acto com a costumeira indiferença, não conseguem disfarçar o incómodo da afronta.

 

 

 

Politicamente, é inegável que Alberto João Jardim é implacável e duro. No entanto, o sentimento pelo bem comunitário destaca-o dos seus pares, o que o torna inquietante, um «outsider» da política. O bem-estar dos seus concidadãos está acima de qualquer interesse partidário, e ele não o esconde. Por essa razão, os naturais fixam-se cada vez mais, quebrando o fluxo emigratório dos que por razões óbvias abandonavam a ilha.

 

 

 

Tomara a grande maioria dos governantes, autarcas e outros que tais, que pululam por esse país fora, demonstrassem em actos e atitude metade do que Alberto João Jardim conseguiu ao longo destes anos, em vez das eternas promessas ocas e vãs que nos enchem de perplexidade e assombro relativamente ao futuro.

 

 


publicado por siX às 14:02
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Terça-feira, 20 de Fevereiro de 2007

carnaval

O Carnaval deste ano passou-me absolutamente ao lado.


O deste ano, o do ano passado, o de há dois anos, o de há três anos, o de há quatro anos, o de há cinco anos, o de há seis anos, o de há sete anos, o de há oito anos, o de há nove anos, o de há dez anos, o de há onze anos, o de há doze anos, o de há treze anos…

 

Sou mesmo um tipo triste, não?-:)


publicado por Kafka às 21:29
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o meu reino deprime-me…

Ouvi há instantes na televisão, que Portugal continua na lista dos Países mais pobres da União Europeia.


A notícia até nem merecia grande relevância. Mas o que realmente deprime é que Países como a Eslovénia, Chipre e Rep. Checa que aderiram à União Europeia em 2004, já são menos pobres do que nós.


Pobres de nós!

publicado por Kafka às 21:07
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Sexta-feira, 16 de Fevereiro de 2007

diário QD - de fugida

 

 

O Carnaval à porta e eu de fugida, como de costume. Também preciso de redenção, se me entendem...

 

Levo o Xis comigo e prometo umas fotos exemplares daquele lugar extraordinário, aqui tão perto: a Serra da Lousã...

 

 

 

 

Tenham um bom fim de semana...

 

 


publicado por siX às 15:23
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the early years - The Chieftains

 

 

Eu não queria acreditar. Os Chieftains de Paddy Moloney em Portugal? Incrível!

Os Chieftains eram uma das bandas que me preenchia o imaginário, com as suas uileann pipes, tin whistle, bodhrán e sei lá que mais, fantásticamente manuseados por artistas de idade que teimavam em continuar a divertir-se e a divertir os outros.

 

 

Paddy Moloney, o líder e principal compositor desta banda mítica, é um grande comunicador, sempre bem disposto e um músico de grande qualidade. Demostrou-o perante um pequena plateia apaixonada pelos sons que transmitem paisagens e histórias tristes, encantadoras.

 

 

 

 

 

 

 

Adorei! Que mais posso dizer? Que gostaria imenso de os voltar a ver! Para quem nunca os apreciou, deixo aqui dois vídeos: o primeiro, com a a participação de Alison Krauss no tema lindíssimo Molly Ban

 

 

 

 

e um segundo (coisa rara), numa colaboração quase impossível, com Ziggy Marley (filho de Bob Marley) num dos temas mais belos de sempre, Redemption Song

 

 

 

 

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publicado por siX às 14:38
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Quinta-feira, 15 de Fevereiro de 2007

automedicação

Cheguei a casa e tomei 2 comprimidos para as dores de cabeça. Estou há 2 meses numa fase de trabalho intensa e por vezes…

 

Ok, mas o que é isto comparado com as pressões e depressões das celebridades? Nada!
O que são dois comprimidos comparados com os 60 cigarros, 20 Red Bull, 36 Cafés duplos, 10 comprimidos diários de Robbie Williams?


publicado por Kafka às 21:28
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Terça-feira, 13 de Fevereiro de 2007

corte de cabelo



Sinto-me outro. Dois meses depois do último corte, fui ao barbeiro. Sinto-me realmente outro. Isto da tosquia tem no entanto os seus “quês”. Detesto os primeiros dias depois de uma tosquia. Só ao fim de 8 dias é que sinto-me mais ou menos bem comigo mesmo e com o meu “coiro cabeludo” quando o “crescimento capilar” começa a disfarçar os sinais da tosquia. E só à 3ª semana depois da tosquia é que gosto verdadeiramente do meu cabelo. A partir da 6ª semana começo a preocupar-me com a minha “velhice”…

publicado por Kafka às 21:31
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Domingo, 11 de Fevereiro de 2007

despenalizar... avançado

 

 

Obrigado, Pinóquio! Graças a ti, com a vitória do "SIM" à despenalização do aborto, sinto-me mais moderno e europeu. Mas ainda não totalmente!

Para o ser completamente, espero agora a próxima campanha, da despenalização ao consumo das drogas leves.

UNPENALIZE IT!!!

 

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publicado por siX às 21:31
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a minha vida dava um referendo (3)




yes

publicado por Kafka às 20:15
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a minha vida dava um referendo (2)

Fui ao cinema esta tarde ao NorteShopping. Há meses que não vejo um filme que valha a pena. (Risos) E podem ter a certeza que não foi do Rocky que veio quebrar o meu tédio em relação ao cinema actual.

Nem vou gastar  mais uma linha com o filme que foi uma merda. Mas podem ter a certeza… Viva o Rocky Balboa.

 


Ouvi pela rádio que a participação no referendo até às 16 h  situava-se nos 31%.

 


Meus amigos. Recomendo soluções drásticas. Abandonem as salas das escolas e montem urnas nos centros comerciais.

publicado por Kafka às 18:03
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a minha vida dava um referendo (1)

9.30 – Exerci o meu dever de cidadania

 

12.30 – Ouvi agora pela televisão que a ida às urnas está abaixo do que é normal!

Estou no Norteshopping e isto aqui está com alta afluência.

Pois! Culpem o mau tempo!

 

Aguardemos pela tarde…


publicado por Kafka às 13:16
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Sexta-feira, 9 de Fevereiro de 2007

diário QD

 

 

 Foto by Rep Xis

Hoje, uma vez mais, o rio branco de espuma despertou-me para a indignação. Uma descarga enorme tinha transformado o Rio Ave numa pista branca, compacta. Ainda pensei em ligar ao Xis e tirá-lo da cama para imortalizar com a sua objectiva mais um momento digno da estupidez humana, mas não! Ignorei aquela merda e segui em frente. No fundo, fiz como a grande maioria, encolhi os ombros perante a inevitabilidade. De nada me serve a indignação e incredulidade, quando tais sentimentos são confundidos através do melindre ridículo e a incapacidade de análise. Estou cansado de ser confundido, conotado como um gajo do contra. Talvez a minha visão de uma Vila do Conde romântica choque com a visão e os objectivos de outros, que apostam em outras direcções, mais metálicas e viradas para uma outra “realidade” diferente da minha. Assim é, é assim que eu sou. Quando me apontam o futuro, apenas vejo o resultado da prepotência e não da modernidade. Um problema de visão, que vou tentar corrigir.

 

 

Também o 1º Ministro Sócrates aponta o dedo à despenalização do aborto como sinal do modernismo europeu. E, quando ele aponta o dedo ao futuro, está a apontar em direcção da miséria sombria que ajudou a criar. Para mim, modernidade, significa desenvolver a excelência de atendimento necessário para que as mulheres possam ter os seus filhos com toda a dignidade, mantendo a esperança no futuro, e não o contrário. Arranjar soluções para a adversidade humana como sinal de modernismo, não passa de pura demagogia. Desde o início que este referendo está envolto em hipocrisia política, o que não é honesto e defrauda os que mais se envolveram nesta questão da despenalização.

 

 

É por isso que, pela primeira vez, não vou colocar o meu voto na urna. Vou fazer de conta, como fiz hoje ao passar pelas margens do Rio Ave. Passar o dia com a minha família, ver uma exposição, ler um livro, até pescar se o dia estiver aprazível. No fundo, fazer algo que me enriqueça interiormente e não participar, nunca mais, em situações que me deixam vazio de conteúdo e perplexidade.

 

 


publicado por siX às 13:47
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"a pior oposição de sempre"

- Ralado? Eu?


publicado por Kafka às 00:29
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Quarta-feira, 7 de Fevereiro de 2007

teorias “morgadianas”

Não senhor não mudei de campo (repararam na subtileza do não nesta frase?). A minha posição em relação ao aborto e ao referendo do próximo 11 de Setembro, perdão, 11 de Fevereiro continua a ser positiva, ou seja, NÃO (hum, esta frase ficou algo confusa!)


Que não haja dúvidas de uma coisa! Estou-me a divertir muito com esta campanha nomeadamente com as posições extremadas de ambas as partes. Episódios não têm faltado. Prefiro no entanto recordar (a propósito de um e-mail que me enviaram e transcrevo!) um episódio antigo do já bem recuado ano de 1982 (3 de Abril), ocorrido num debate na Assembleia da República sobre a legalização do aborto, e no qual o deputado do CDS João Morgado fez esta notável frase: «O acto sexual é para ter filhos».

 

A resposta de Natália Correia não se fez esperar, com a acutilância e a graça que só ela sabia pôr em poema – depois publicado (5 de Abril) pelo Diário de Lisboa – suscitando a hilaridade de todas as bancadas parlamentares:

 *Já que o coito - diz Morgado -
 tem como fim cristalino,
 preciso e imaculado
 fazer menina ou menino;
 e cada vez que o varão
 sexual petisco manduca,
 temos na procriação
 prova de que houve truca-truca.*

 *Sendo pai só de um rebento,
 lógica é a conclusão
 de que o viril instrumento
 só usou - parca ração! -
 uma vez. E se a função
 faz o órgão - diz o ditado -
 consumada essa excepção,
 ficou capado o Morgado. *

publicado por Kafka às 22:23
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Terça-feira, 6 de Fevereiro de 2007

the early years - Milton Nascimento

 

 

Sendo o Brasil uma terra de contrastes verdadeiramente paradigmáticos, é também um país de músicos excelentes, compositores fantásticos e vozes fabulosas. Uma dessas vozes é a de Milton Nascimento.

 

 

Vi-o por duas vezes. Uma no Coliseu e a outra no casino da Póvoa de Varzim. Das duas vezes, foi fantástico, hipnótico até. Milton passeia-se com à-vontade pelos mais diversos estilos musicais e rodeia-se de uma panóplia de músicos verdadeiramente fabulosos.

 

 

 

 

 

 

 

Tenho quase toda a discografia do Milton e adorei a dupla que fez com Wagner Tiso, um dos grandes compositores brasileiros. Mas o disco mais valioso que possuo, é o "miltons" com Fernando Brant e participações de Nana Vasconcelos e Herbie Hancock, não só pela música como pela simpatia com que Milton autografou o "meu" disco.

 

 

 

 

 

 

 

Para ele, todos os abraços e felicidades deste mundo...

 

 

 

 

 VENDEDOR DE SONHOS

 

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publicado por siX às 23:38
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yes



Parece mentira mas… ganhamos ao Brasil em terras britânicas. Quem diria! Um Portugal mais técnico (não devia ser ao contrário?) frente a um Brasil objectivo (não devia ser ao contrário?) derrotou os “canarinhos” pela segunda vez na era “Filipão” em jogos particulares. Dunga sofre assim a sua 1ª derrota como treinador do Brasil.

Isto só pode ser consequência do aquecimento global…

publicado por Kafka às 22:36
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