Sexta-feira, 30 de Dezembro de 2005

Feliz Ano 2006

     

Como é já habitual, o Quasi Diário propõe-se a efectuar uma retrospectiva do que melhor e pior se passou no corrente ano, de acordo com a perspectiva de quem se propõe a tamanha blasfémia, ou seja, Eu...


Tendo em conta os vastos campos que podem ser analisados, penso escolher aqueles que mais me dizem, ou sejam aqueles que estão mais interligados com a minha maneira de pensar, ser e agir.


A nível POLÍTICO, para além da demissão do Governo de Santana Lopes pelo Presidente da República, mais nada de relevante penso ser de aplaudir. Saíram uns, diziam, maus. Entraram outros, dizem agora, piores, o que me dá a ideia de que ninguém sabe o que quer. A nível local, a treta é sempre a mesma. Faz lembrar África dos tempos antigos: um maioral, uma série de capatazes e pontapés de escravos... e mais não preciso dizer.


Na LITERATURA, muita tinta correu com a publicação do «Código Da Vinci» de Dan Brown, e ainda bem para ele, que se deve estar a rir.


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O livro não passa de um fraco romance policial, cujo sucesso se prende com o segredo fechado a sete chaves por uma antiga sociedade secreta, o Priorado de Sião, e cujo intricado quebra cabeças se encontra oculto nas obras de Da Vinci. Segundo a obra, a Igreja Católica teria suprimido 80 evangelhos primitivos por motivos políticos. Esses textos trariam grandes revelações, entre elas, a de que Jesus era um homem comum, que casou e teve filhos com Maria Madalena. Enfim, merece a referência pela controvérsia que gerou. Dentro do género, autores como Ellis Peters e Umberto Eco são infinitamente superiores.


O lançamento da edição ilustrada do romance «Equador» do Miguel Sousa Tavares é fantástica e vem reforçar a ideia que eu já possuía do seu amadurecimento como romancista e digno de referência. Também digno desta parte, é o pequeno livrinho «Quem mexeu no meu Queijo?», de Spencer Johnson. O livro é uma parábola simples que revela verdades profundas sobre a mudança e o que desejamos na vida. Aconselhável até ao mais céptico dos cépticos...


Cá pela aldeia, alguns lançamentos merecem destaque. O piloto de automóveis Rui Sanhudo publicou um livro ilustrado sobre o seu Unipower GT e Pedro Brás Marques lançou uma compilação de textos seus recolhidos de um jornal local, intitulada Impressões Digitais.


Na MÙSICA, o meu destaque vai para ( não podia deixar de ser ) a fantástica banda que povoou a minha imaginação nos idos anos 70 e que, para minha alegria, se reuniu passados 27 anos.


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Falo dos Van Der Graaf Generator e o belísssimo «Present»,


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que apresenta dois CD's de originais. o primeiro intitulado Songs, e o segundo Improvisations.


Por falar em regressos, o novo CD duplo de Kate Bush dividido entre dois temas, “A sea of honey” e “A sky of honey", «Aerial», foi uma agradável surpresa.


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Quem esperava uma colagem da cantora aos trabalhos que lhe deram fama, pode ter ficado desapontado com este trabalho. No entanto, gostei. É um disco pessoal, pop, com referências à World Music e ao Reggae, faixas ao piano e electrônica discreta, que poderia ser chato, não fosse magistral...


Por cá, nada de novo a referir. Manuela Azevêdo encanta-nos com a sua voz num registo ao vivo dos Clã, e os manos Praça tocam o disco e viram o mesmo. Pena o Paulo Praça se perder em múltiplos projectos, sem levar nenhum a bom porto. Segundo ele, em conversa discreta, o próximo plano é um registo cantado em português...


No CINEMA, o filme que mais gostei de ver foi "Amityville - A Mansão do Diabo"...


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Que querem?! Gostos não se discutem...


No DESPORTO, toda a atenção vai para a paróquia e para o meu clube de sempre: o Fluvial, que é campeão nacional de natação e cumpriu este ano os 100 anos de existência.


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Personalidade? José Mourinho, claro. Anedota do ano? a de Sclolari, pois...


No campo SOCIAL, os desaparecimentos de Álvaro Cunhal e de Sofia de Mello Bryner deixam o país mais pobre. O primeiro, porque marca o fim da força do ideal político na sua vertente mais pura. E a segunda, porque a sua poesia me faz falta. Quanto aos casos Casa Pia e Apito Dourado, fazem lembrar o filme "Os Caça-Fantasmas". Continuamos a viver num país de faz-de-conta, em que a suspeição não parece fazer vacilar os todos-poderosos... Se fosse há uns anitos atrás, até se borravam todos...


Aqui, no Quasi Diário, também algumas alterações aconteceram. O QD ultrapassou o oceano que nos separa do Brasil com a colaboração feminina da Flávia, e tem agora a mais valia do meu amigo Frank Q... 


Poderia estar aqui a despejar mais isto e aquilo, falar de cataclismos, atrocidades cometidas, da construção da Casa da Música, OTA prá qui, OTA pra lá, da Madonna, da perda da inocência da Alexandra Lencastre, dos idiotas que fazem a televisão de hoje, do filme O Crime do Padre Amaro, dos diários dos jogadores de futebol publicados como se obras primas se tratassem, sei lá...


Olhem, UM FELIZ ANO 2006...


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Fotog. by Repórter Xis


 


publicado por siX às 22:48
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a fera enjaulada no circo da vila

 


Quando era mais novo pensava que havia algum problema com a Bila...;


muito depois pensei que o problema era eu...


Também já achei recentemente que o problema era dos dois


Agora estou a achar que não há problema nenhum...


e no entanto sinto que por vezes, muitas vezes, sou uma...


 


FERA ENJAULADA NO CIRCO DA VILA


 


Névoa e arame suspensos ao nível de um curto horizonte,


Cimento Norte, oeste imenso; ao Sul um rio, a Leste uma ponte.


Apertada assim num cerco a fera flor-de-estufa


Debate-se no esterco duma bruta ópera-bufa.


A fera enjaulada no circo da vila devora só o que lhe dão;


Se ruge, rosna ou refila logo lhe cortam na ração/razão.


Os olhos perdem-se no sul azul, apunhalados pelo norte frio;


A barreira eterna de um paul provoca-lhe um líquido desvario.


Presa nem sequer se pode mover, parada apenas ousa pensar...


Quanto mais pensa, mais quer morrer; quanto mais morre, mais quer voar...


Consumindo o olhar parado numa parede indivisível


Vem-lhe às garras um arado num sonho de voo impossível.


Os olhos perdem-se no azul do sul apunhalados pelo frio Norte,


A barreira podre de um paul escorre para um mar de morte.


Saiu a procissão do adro, desceu o circo à vila,


Perante tão medonho quadro não nos resta senão segui-la;


A fera enjaulada no circo da vila quando o espectáculo chega ao fim,


Aproxima-se da cerca e rejubila: "Meu deus! até qu’enfim!


 


 



Bom Ano e boa Bila para todos, quem quer que sejais...


 


publicado por siX às 15:23
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Quinta-feira, 29 de Dezembro de 2005

Vila do Conde - Memórias

 


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Praça de S. João com a Igreja Matriz ao fundo. O velho coreto, onde ocorriam os concertos das Bandas de Música e extremamente populares, desapareceu para dar lugar a uma fonte (!)...


 


publicado por siX às 01:45
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terra mater

 


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Fotog. by Repórter Xis


 


Ó minha pobre Terra abandonada,


- Cantai por mim, ó Ave, ó natureza !


És bem uma rainha destronada


Que nem parece Terra Portuguesa !


 


Bradai, Vilacondenses do passado,


Contra a profanação e a heresia...


Que em vez de amarem o torrão sagrado


Consagram bronzes de humana valia !


 


Eram teus filhos os que te negaram,


Que aos dados do orgulho te jogaram


Como folha dum tenro malmequer ?


 


Serão teus réus, a julgar no futuro,


Os que execraram um amor tão puro...


- Decerto filhos duma mãe qualquer !


 


Ventura do Paço


 


publicado por siX às 01:37
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Terça-feira, 27 de Dezembro de 2005

2005 - the best

 


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Fotojornalismo....


Clicar aqui...


 


publicado por siX às 13:28
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Sexta-feira, 23 de Dezembro de 2005

Feliz Natal...

 


O Quasi Diário deseja a todos os seus leitores, os que hão-de vir, os críticos, os que comentam, os que não comentam, amigos, pouco amigos, os indiferentes, os diferentes, cristãos católicos, ortodoxos, judeus, xintoístas, islamistas, panteistas, politeistas e monoteistas, hinduistas e budistas, confuncionistas e taoistas, cabalistas e ocultistas...


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enfim, a todos, um Santo Natal...


 


s¿X


Berlim


Flávia


Xis


 


publicado por siX às 09:22
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Terça-feira, 20 de Dezembro de 2005

mário x aníbal

 


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foto roubada ao Vilacondense


 


 


Mário: você não sabe nada de nada, ó Dr...


Aníbal: Mas eu, eu...


Mário: O que é que o Dr. percebe de economia? Por acaso ganhou o Prémio Nobel?


Aníbal: Eu, eu...


Mário: Eu é que percebo de economia... Já tive seis economistas à minha volta que tinham uma opinião, e eu decidi a minha...


Aníbal: sim, eu...


Mário: Que livros é que escreveu? Eu é que escrevi muitos livros...


Aníbal: Eu, eu também...


Mário: Até o Dr. Cadilhe, um economista muito melhor que o Dr., diz que foi você que criou o Monstro...


Aníbal: Eu?... Eu...


Mário: Mas você sabe o que é a Globalização? Sabe?


Aníbal: Bom, se eu...


Mário: Você é do tempo das vacas gordas, e depois fugiu...


Aníbal: Ora, se eu...


Mário: Mas estamos no tempo das vacas magras, e que fará o Dr?


Aníbal: Bem, eu...


Mário: Que sabe você, o Dr, de Presidência da República? Eu é que sei, que estive lá 10 anos...


Aníbal: ...


 


O debate foi muito esclarecedor. Um Mário envelhecido, desesperado e contundente, a raiar as malhas da falta de educação, e um Aníbal metralhado e incapaz de conseguir esclarecer o que quer que fosse. Ninguém ganhou, e todos ficaram a perder. Quando digo todos, refiro-me a nós que vamos votar...


 


publicado por siX às 23:52
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banana de felipão

 

Eu não queria acreditar quando ouvi a notícia... Fiquei estupefacto!!!

Felipe Scolari, finalmente, escorregou numa das cascas de banana com que tem vindo a poluir o túnel que leva à intermitente selecção portuguesa, ao descair-se sobre a não convocação de Vitor Baía e João Pinto à selecção que é de todos nós, porque os salários auferidos por esta amostra brasileira saem dos nossos bolsos...

Numa entrevista ao CNID, Felipão, em resposta à estafada pergunta do «porquê», disse:

- Isso são coisa minha, da minha intlectualidade e não falo sobre o caso... Mas se cê qué sabê purquê, razões da técnica e do balneário estão na razão do purquê...

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Isso mesmo! Scolari devia estar fora de si, embriagado com o poder concedido e cego pelo tempo à frente da selecção, para nos julgar a todos parvos.

 

Mania de alguns brasileiros, né? Vai daí, após umas horitas de sono, acorda com a sensação de que algo vai mal no seu puro terreno. Uma testada e... que vou fazê agora?

 

Sai-se com um estúpido desmentido... ah ah ah

 

Mas nem Vitor Baía, nem João Pinto, nem Gilberto Midail (que sempre o apoiou), nem o Presidente Pinto da Costa, foram em ladaínhas brasileiras. Vitor Baía, João Pinto e até o próprio Madail (espante-se) exigem explicações, relativamente às cenas de balneário...

 

Mas Pinto da Costa, Presidente do Grande FCP, não esteve com meias palavras e apelidou-o de C-O-B-A-R-D-E...

 

"Considero por cobarde todo aquele que lança suspeitas, diz coisas e depois diz que não diz. Com cobardes não lido, não quero, nem sei lidar."

 

Deus escreve direito por linhas tortas...

 


publicado por siX às 23:31
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Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2005

actualizações...

 


Por falta de tempo, não tenho efectuado actualizações à sempre crescente blogosfera bileira...


Saem desta carruagem, com o «B» grande, os blogs


O Pai Já Bai


Rotação Difusa 


Via Rápida


que cessaram as suas actualizações...


 


Entram nesta carruagem, pela janela, os recentes:


A Bola Entre Nós


Mafia da Toga


O Caxineiro


O Quintal Deles


Psinotícias


 


Que sejam benvindos à grande viagem...


 


publicado por siX às 22:30
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Domingo, 18 de Dezembro de 2005

Memórias

 


“É um fosso enorme que temos a atravessar; Principiou-se!


Avante! V.e é o guia, é o que mais trabalho tem porque é o Explorador!


Também depois descansaremos felizes!”


(Antonio de Carvalho Estima em carta ao pai, Alípio, no ano de 1914)


 


Alipio e Antonio Estima - Rio Grande - 1916.jpg 


Alipio e o filho Antonio, Rio Grande, 1916.


 


Em 27 de setembro de 1913, desembarcou na Cidade do Rio Grande (Rio Grande do Sul, Brasil), um imigrante português de 49 anos, chamado Alípio Simões Estima, que havia deixado para trás sua família e seu mundo conhecido até então, na pequena Freguesia da Trofa do Vouga, Distrito de Aveiro, Conselho de Águeda (Beira Litoral, Portugal).


Assim como ele, vinham a bordo do vapor “Júpiter”, mais 17 imigrantes, todos em busca de melhores condições de vida e trabalho no Rio Grande, saídos do que Alvim (1998) chamou de “Europa expulsora”.


Nos registros dos jornais da época, constam os nomes dos “cidadãos”, mas dos imigrantes apenas o número total. Constavam como “números” aqueles homens, mulheres e crianças que chegavam a cada mês, às dezenas, dirigindo-se, em sua maioria, ao trabalho na agricultura na Ilha dos Marinheiros.


O que diferenciou Alípio e fez com que trouxesse aqui uma breve citação sobre sua história de vida? O fato dele ter o hábito de registrar suas impressões e de guardar seus escritos. Hábito esse que se repetiu em alguns de seus descendentes e que continua preservado até nossos dias.


Há uns meses atrás, mencionei aqui no QD que estava escrevendo um livro sobre uma família de imigrantes portugueses no Brasil. Trata-se da Família Estima, cujo hábito de preservar sua história - no arquivo e no coração - possibilitou a reconstrução de uma parte de seu passado, através do resgate de suas memórias.


Com o título Estima - Memórias de uma família de origem portuguesa no Brasil, o livro deverá ser lançado em janeiro, na Feira do Livro do Cassino, evento organizado todos os anos pela Fundação Universidade Federal do Rio Grande (FURG), no Balneário Cassino.


 


Além do texto, que reconstrói as diferentes trajetórias de vida dos membros da família - centrado principalmente no núcleo inicial que desembarcou no Rio Grande nas primeiras décadas do Século XX - os volumes abrigarão uma série de imagens, fotos e reproduções da documentação do rico Arquivo da Família Estima.


 


Diario de Viagem - Travessia de Alipio - 1913 - photo by Felipe Dumont.jpg


Diário de Viagem de Alípio, 1913. photo by Felipe Dumont.


 


“Triste viagem: uns dormen e oitros choram. É triste. L’eu vou me com o coração esfacelado pela saudade da minha família!”


“(...)Durante a noite vi 2 paquetes que navegavam para o norte. Conduziam passageiros que lá ião à procura de melhor sorte. Tudo isto significa mizeria e fome! As claces mais pobres abandonam o nosso Portugal, deichando a família tão querida / lá bão como eu procurala em oitros paízes sem saber se nos iremos engariar.(...)”


(Alípio Simões Estima em suas anotações do Diário de Viagem, agosto de 1913)


 


Antigo sonho de alguns membros da família, o trabalho de “alinhavar” as pequenas histórias foi feito com o coração, contando com - além da consulta aos registros escritos - a contribuição dos entrevistados que partilharam suas lembranças e emoções.


Aspectos da história da Imigração Portuguesa no Brasil são vistos a partir dos acontecimentos relativos a uma família de imigrantes, mas que demonstram traços comuns das experiências vivenciadas por cada um dos milhares de imigrantes que deixaram o país no mesmo período.


 


Na capa e contracapa, o privilégio de contar com imagens feitas pelo Repórter Xis, gentilmente cedidas pelo amigo siX (ou ao contrário?), retratando o Monumento ao Emigrante (na Serra do Gerês), imagens já mostradas aqui no QD e que me impressionaram pela temática, pela beleza e por estarem ligadas justamente ao conteúdo do capítulo que escrevia na época em que foram exibidas.  


 


 


 Monumento ao Emigrante - 2005 - photo by Reporter Xis.jpg Monumento ao Emigrante -  2005 [ 2] - photo by Reporter Xis.jpg


Monumento ao Emigrante, Serra do Gerês. photos by Repórter Xis.


 


Mostrarei mais adiante o trabalho que está sendo feito por Felipe Dumont (Editoração) para as capas, com as imagens do Xis. (Como vêem, a “equipe do QD” trabalha em sintonia, mesmo com um oceano de permeio!)


A intenção é que o lançamento do livro seja uma oportunidade para reunir não só a extensa Família Estima, mas toda a Comunidade Portuguesa do Rio Grande, amigos e pessoas interessadas pelo tema, numa "pequena noite luso-brasiliera na Feira do Livro do Cassino."


 


 Despeço-me, assim, dos amigos do QD, nesse final de ano!


A (pequena) Tribo entra em férias...


 Flavia e Olivia - nov 2005 - photo by Tribo.JPG


Abraços e tudo de bom!


 


 


publicado por siX às 02:08
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Quinta-feira, 15 de Dezembro de 2005

o jacaré de biritiba-mirim

 

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Ouvi hoje na rádio.


O Prefeito Pereira da Silva, mais conhecido por Jacaré, de Biritiba-Mirim ( a terra do Agrião ), uma pequena localidade do Brasil, proibiu os seus munícipes de morrerem.


«Devem cuidar da saúde», disse o Jacaré, do alto da sua sabedoria. Tal engenho deveu-se ao facto de o cemitério local estar sobrelotado e da burocracia decorrente com a construção de um novo. Vai daí, é proibido morrer ou paga multa.


O fantástico desta história é que um tal de Romeu Maria, com a proveita idade de 86 anos e um indivíduo do contra, resolveu falecer, deixando um problema grave com o Prefeito Jacaré: como cobrar a multa ao falecido.


E assim vai o tempo discorrendo lá para os lados do Estado de S. Paulo, complacente e com muita, muita imaginação...


 


publicado por siX às 23:32
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Long Night Moon

 


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Hoje está uma noite de lua cheia espectacular...


É a última lua cheia do ano, conhecida como Lua da Longa Noite (Long Night Moon), devido ao facto de a noite de solstício de inverno ser realmente longa e também por se verificar que a Lua permanece por muito tempo no horizonte.


A Lua Cheia no solstício de inverno tem uma trajectória alta pelo céu porque está oposta ao Sol, que está baixo por esta época do ano nas latitudes boreais...


Esta Lua é também conhecida por Lua Before Yule (Lua Antes do Natal).


 


publicado por siX às 22:23
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Quarta-feira, 14 de Dezembro de 2005

poubel...

De vez em quando sou surpreendido com e-mails de leitores que, por esta ou aquela razão, dão de caras com este pedaço virtual de Vila do Conde e se mantêm fiéis ao seu desenvolvimento...


Foi assim com a Júlia Poubel, brasileira e filha de pais Vilacondenses, mais propriamente da freguesia de Vairão, que por razões que só a eles dizem respeito, se fixaram em Niterói, no Brasil... A Júlia ficou fascinada com as fotos da terra natal de seus pais e, na volta, envia-me uma foto da sua cidade. O teor do mail era o seguinte:


 


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Estou enviando uma foto de Niterói. A construção que parece um disco voador é o museu de arte contemporânea que fica na praia de Icarai. Ele tem enormes janelas de vidro e de dentro dele podemos ver o mar, e é muito lindo. O projecto é do mesmo arquitecto que fez Brasília, Oscar Niemayer.


maria julia da silva poubel


 


Devo dizer que fiquei encantado com a localização e o aspecto do Museu... O Brasil tem destas coisas, mentes priveligiadas que contrariam a ideia de que na Terra de Santa Cruz só passa carnaval...


No aspecto arquitectónico, Vila do Conde está rendida à imaginação de Siza Vieira, arquitecto com livre arbítrio para o que lhe der na vinheta, tal como pintar a marginal de negro...


Bem que ouvi à relativamente pouco tempo alguém muito importante dizer não ser possível contrariar a visão do Mestre, mesmo que de gosto um pouco duvidoso...


 


publicado por siX às 23:22
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Terça-feira, 13 de Dezembro de 2005

Vila do Conde - Memórias

 


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Porto de abrigo das inúmeras traineiras que em tempos idos labutavam na pesca...


Agora...


 


publicado por siX às 00:21
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Sábado, 10 de Dezembro de 2005

crepúsculo

 


Os fins de tarde em Vila do Conde podem ser assim: espantosos...


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Olha eu ali, de mãos nos bolsos...


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O crepúsculo sobre a Capela de Nossa Senhora da Guia sempre me fascinou, vê-la assim transformada em navio, guardadora das almas dos inúmeros pescadores...


Gosto de pensar que tal fenómeno partiu da imaginação dos originais arquitectos, apesar de saber que tal não passa de fruto do acaso...


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Fotog. by Repórter Xis


 


publicado por siX às 21:55
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water

 


A água, a jorrar das fontes, pode dar espectáculos como este...


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ou este... extremamente inspiradores...


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Fotog. by Repórter Xis


 


publicado por siX às 21:39
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um dia explêndido

 


Enquanto uns se preocupam com a idade do Mário Soares, a rigidez de Cavaco Silva, a falta de canudo de Jerónimo de Sousa e a misogenia de Francisco Louçã, eu preocupei-me em trazer o jantar para casa...


A tarde estava espectacular e a paisagem soberba, selvagem e sem pontes...


Lá estava eu e o Xis a dar banho à minhoca, dedo na linha, os sentidos apurados à minima pressão sobre o anzol...


 


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Fotog. by Repórter Xis


 


Foi assim a minha tarde... Não pesquei nada, mas o Xis conseguiu um robalito... devia estar distraído, o coitado...


Sorte de principiante... tss tss...


 


publicado por siX às 01:21
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Segunda-feira, 5 de Dezembro de 2005

hoje...

 


em Vila do Conde, o tempo estava assim, fantástico...


 


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Fotog. by Repórter Xis


 


publicado por siX às 23:03
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Vila do Conde - Memórias

 


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A fabulosa paisagem sobre Vila do Conde vista do cimo do Monte de Sant'Ana...


Concerteza, os mais velhos recordarão com saudade o fantástico por-do-sol, espectáculo priveligiado que podia ser observado a partir deste local.


Hoje em dia, não existe... Alguém muito importante decidiu que o monte era um empecilho e «vendeu-o» aos pedaços, com os resultados que todos conhecemos...


 


publicado por siX às 22:35
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Domingo, 4 de Dezembro de 2005

O pau e a cenoura (ou o Titanic II)

 


Costuma dizer-se que um bom gestor é aquele que dá aos seus subordinados doses equilibradas de “pau” e de “cenoura”.


Se essa máxima estiver correcta então a actual ministra da Educação deve ser a pior gestora das últimas décadas, batendo aos pontos qualquer dos últimos antecessores, já de si, todos eles, bastante fracos. Senão vejamos o que esta senhora andou a fazer nos últimos meses:


- começou o seu consulado com uma requisição geral dos professores, impedindo-os de, na prática, exercerem um dos seus direitos constitucionais: o direito à greve - PAU


- congelou-lhes as subidas de escalão – PAU(2)


- prorrogou-lhes a idade da reforma para os 65 anos – PAU(3)


- obrigou-os a dar aulas de substituição, que na prática se resumem a ocupação de tempos livres e “baby-sitting” – PAU(4)


- obrigou-os a ficarem na escola, diariamente, durante várias horas a mais para darem apoio em gabinetes de disciplina (?), aulas de apoio, etc, etc, tirando-lhes o tempo de preparação de aulas, condição indispensável para aulas bem sucedidas – PAU(5)


- a última que vem a caminho é “prender” os professores durante 3 ou 4 anos no mesmo local, impedindo-os de concorrer para se aproximarem do seu local de residência – PAU(6)


Com tanto “pau” ao mesmo tempo, e sem uma única “cenourinha” para amaciar o bico, é caso para perguntar como é que os professores têm resistido tanto tempo e de modo tão pacifico? Estamos mesmo num país de brandos costumes ...


E o mais irónico disto tudo é que a Sra. ministra, muito habilmente, e com a prestável ajuda de alguma comunicação social, conseguiu fazer passar a imagem de que os professores são todos uns calaceiros, que não querem é trabalhar...


As famosas aulas de substituição (agora chamam-se "actividades" de substituição, porque se se chamassem aulas, o ministério tinha que as pagar!) devem ser, na minha opinião, uma das reformas mais estapafúrdias de todas as que foram inventadas por aquele bendito ministério, senão vejamos:


- nessas “actividades” não se aprende rigorosamente nada, pois um professor de educação física pode ir substituir, por exemplo, um de matemática, e vice-versa;


- as “actividades” são ao gosto dos alunos, que podem desde brincar com o telemóvel até jogar ás cartas, passando por ver filmes de “kung-fu” ou, se lhe apetecer, também podem lembrar-se de dar cabo do juízo do professor(a) substituto(a);


- este professor, com a cabeça em água, depois de dar as suas aulas e de todas as "actividades" que o ministério se lembrou para "prender" os professores nas escolas, vai provavelmente faltar a algumas aulas para recuperar ou, no pior cenário, vai meter baixa médica, dando assim origem a mais substituições improdutivas que, por sua vez vão dar cabo de mais alguns professores e por aí fora;


- no limite, os alunos vão ter grande parte do tempo lectivo ocupado com “actividades” de substituição e não com as disciplinas que deveriam ter, dadas como deve ser;


- e tudo isto, dizem, para impedir que os alunos cujo professor faltou, perturbem os que estão em aulas (esta só mesmo para rir!).


Por isso acho que, se a ministra da Educação tiver uma réstia de bom senso devia acabar imediatamente com as “actividades” de substituição e outras afins, ou então, atribuí-las a quem não tem horário lectivo (parece que ainda há bastantes professores nesta situação!), porque desta forma, só vai conseguir em pouco tempo dar cabo do rendimento de grande parte dos professores e assim, prejudicar ainda mais os alunos, ao contrário do que era pretendido.


Se a estas novidades, somarmos as malfeitorias que se acumularam aos longos dos anos devidos às “reformas” de “gestores” que, como esta ministra, que se julgavam uns iluminados, temos o actual panorama catastrófico que está à vista e é do conhecimento generalizado:


- alunos altamente indisciplinados, mal-educados, desmotivados e/ou indiferentes, que têm o pior aproveitamento escolar da Europa, proporcionalmente ao dinheiro que é gasto para os ensinar;


- professores completamente desmotivados, desmoralizados e à beira de um ataque de nervos, obrigados a fazerem de tudo e mais alguma coisa, desde trabalho de secretaria até “baby-sitting”, menos o que deveriam fazer acima de tudo - dar boas aulas e ensinar bem os alunos;


- pais que, em muitos casos, são tão indisciplinados ou mal-educados como os filhos e que exorbitam grandemente o seu papel de encarregados de educação, procurando influenciar a escola e o ministério de modo a que a escola seja da maneira que eles julgam que deve ser ou que lhes dá jeito que seja;


- conselhos directivos que se limitam a servir "pombos correio" das ordens do ministério ou são “mais papistas que o Papa”, esquecendo-se que estão a lidar com os seus próprios colegas de profissão;


- ministério da Educação que julga que tem a missão patriótica de fazer uma reforma do ensino sempre que muda o ministro, quando deveria é estar quieto e deixar-se de experiências, pois nisto da Educação já está tudo inventado e o que o ensino precisa é de disciplina, estabilidade, paz e de menos “pedagogices” baratas.


A primeira e mais essencial reforma a fazer era dar aos conselhos directivos e aos professores poderes e autonomia para punir os alunos. E quando digo punir, não digo bater nem exercer violência, física ou psicológica, digo antes mostrar ao aluno que é repetidamente indisciplinado ou mal educado e aos seus pais, quais são as alternativas: ou o aluno muda de vida e deixa aprender quem quer aprender ou, se não quiser mudar, o melhor é ir fazer outra coisa qualquer:


- porque é que tudo se perdoa a um aluno que não quer aprender e que, repetidamente, a única coisa que faz é perturbar a aula com a sua indisciplina e falta de educação?


- não estará esse aluno a prejudicar o rendimento das outras dezenas que querem realmente aprender e não podem, apesar de terem esse direito?


- porque é que as associações de pais e sindicatos de professores não se insurgem contra esta chaga que está a roubar o futuro ao nosso país e aos nossos jovens e desmotiva e desgasta os professores?


- porque é que o ministério sempre contemporizou com esta situação sabendo perfeitamente que ela existe?


Porquê? É muito simples... Porque não é política nem “pedagogicamente” correcto!


Dizem os "pedagogos":«Não se pode reprimir os alunos, coitadinhos, porque eles têm que ser ensinados a bem, com meiguice, brandura e paciência, porque eles são novos e ingénuos ...» Pois, e se neste processo os pobres anjinhos fizerem “gato e sapato” dos professores, esses malvados, não faz mal, até porque eles são pagos para isso, para aturarem as más educações e desrespeitos dos filhos dos outros e só têm é que ficar caladinhos, até porque já estão habituados a levar com o PAU!


Se não se começar por aqui, podem ter a certeza de uma coisa: por mais dinheiro, “paus” e “cenouras” que deitem para o sistema, ele vai continuar a afundar-se porque, como toda a gente sabe, o conhecimento exige muita disciplina (e esforço) logo, a falta de disciplina, individual e colectiva, é a negação do próprio ensino e do conhecimento.


P.S. O autor deste texto não é professor ... mas já foi aluno.


 


publicado por siX às 22:59
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