Sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2009

o mágico

 

 

 

Cada vez mais nos habituamos a contornos muito pouco claros e mal explicados de situações que afectam o nosso quotidiano. E, pior ainda, aceitamo-los como se de verdades implacáveis se tratassem, não restando senão um abaixar de ombros perante um destino nada premeditado. É espantoso que alguém ainda acredite que um Gestor Judicial de Falências se desloque ao nosso país com outra novidade que não seja o encerramento definitivo da fábrica de componentes electrónicos Qimonda. Uma fábrica que, lembro, era bem há pouco tempo apresentada como um modelo de esperança para o futuro do país. Que, lembro ainda, um obscuro Sócrates falava dela como um exemplo e na qual investiu milhões de euros dos contribuintes, enquanto do outro lado se equacionava já a falência da mesma, apanhando-o de surpresa porque desconhecia a realidade financeira da empresa que tanto defendeu. Quanta ignorância!

 

 

Enfim… Sócrates já não aparece agora na TV, preferindo delegar a propaganda eleitoralista nos seus lugar-tenentes. O “efeito” Sócrates vai a cada dia que passa perdendo o seu fulgor, a capacidade hipnótica que inúmeras vezes emudeceram os seus opositores e o próprio país.

 

 

Vem-me à memória um atarantado Pedro Santana Lopes, um homem conhecido pelo seu desembaraço e capacidade de discorro, incapaz de contrariar um Sócrates eufórico quando este lhe atirava a Culpa pelo mês de desgoverno, e o meu espanto pelo esquecimento deste de que o mesmo e seus aliados provêm do anterior que, de acordo com palavras do fugitivo Guterres, relegaram o país para o pântano em que hoje estamos atolados.

 

 

Um meu amigo referiu-se a ele como “Mágico”. Realmente, só mesmo um bruxo seria capaz de provocar tanta perda de memória colectiva. Felizmente que o tal de “efeito” parece ser temporário. Mas lá que custa a passar…

 


publicado por siX às 09:09
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3 comentários:
De alguém preocupado/a a 16 de Abril de 2009 às 16:30
Viver num mundo onde todos opinam , criticam, repudiam e intimidam, onde vamos parar com tanta revolta. Aconselho Parar, Observar e Analisar todas as situações que acontecem. A culpa em Portugal fica sempre sozinha, não sejam pessoas que passam a vida a criticar o que os outros fazem. A culpa é de todos nós, porque queremos tudo pelo o menor esforço, sem trabalho e sacrifícios não se obtém nada. Não estamos em tempo de reclamar, mas sim, de nos unir-mos e trabalhar, para que, no futuro próximo os nossos filhos sejam mais auspiciosos
Será fácil governar um país, onde não existem recursos de qualquer espécime?
"Tentem governar uma casa onde não existe fonte de rendimentos!"


De siX a 16 de Abril de 2009 às 20:57
até aí, tudo bem. tem toda a razão. a culpa é mesmo de todos nós, que colocamos um mentiroso nos desígnios do país, e ainda por cima, obscuro, com um passado a condizer.realmente, recursos são poucos. temos o mar, as praias, alguns monumentos, algumas zonas protegidas, outras ecológicas. e q faz o obscuro? o mar está a saque, as praias poluídas, os monumentos esquecidos, nas zonas protegidas constroem-se belos caixotes e nas zonas ecológicas outros aparecem para fazerem parte da paisagem. mas a culpa não é só do obscuro, não. mas de toda a comandita q partilha o mesmo ponto de vista e estão espalhados por aí em bancos, câmeras e lugares de destaque. imagine q até no banco de portugal!!! enfim, melhor ficar por aqui...


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