Segunda-feira, 1 de Outubro de 2007

pragas

 

 

Foto by Rep Xis

 

 

Em tempos antigos, eram as pragas atribuídas ao poder divino como castigo pelo comportamento oblíquo do Homem perante as divindades. O paganismo está repleto de rituais e sacrifícios com o objectivo de apaziguar a ira dos deuses, as religiões idem.

Com a evolução dos tempos e uma maior compreensão pelos elementos, já não atribuímos à insatisfação dos Deuses as pragas que assolam o mundo, preferindo sim atribuí-las ao comportamento do Homem que, movido por uma linha de raciocínio alimentada pela ambição e desprezo pelo semelhante, colocou o mundo num ponto de quase sem retorno no que respeita, por exemplo, ao ambiente.

 

 

Nós, por cá, também temos as nossas pragas. Não somos bem uma pequena aldeia de irredutíveis gauleses, mas alguns vilacondenses são bem conhecidos pela sua invencibilidade! E por muito que o PSD local rogue algumas pragas aos irredutíveis socialistas, estes também rogam algumas à oposição quando sentem que lhes pisam os calos. Este vai e vem de pragas arremessadas através dos meios à disposição, como jornalecos que prestam um péssimo serviço ao resto da população da aldeia mas é óptimo para enrolar o peixe que se vende lá no mercado, distraem aqueles que são nomeados pelo Chefe das suas obrigações como, a título de mais um exemplo, o rio que corre pelo centro do lugar onde vivemos.

 

 

Tendo uma opinião formada relativamente ao desempenho do responsável pelo pelouro do ambiente cá do burgo, uma espécie de opinion maker da Câmara que não raras vezes me faz lembrar o hilariante ex-Ministro da Propaganda Iraquiano, foi com algum desapego que esta manhã observei o rio coberto por lindos tapetes de uma outra praga resultante da intervenção humana: os Jacintos de Água. Como se não bastasse o rio ser um dos mais poluídos da Europa perante a indiferença dos irredutíveis autarcas que pululam por este rio acima, temos ainda que levar com esta praga de plantas flutuantes que, em condições propícias (águas paradas, acumulação de matéria orgânica e elevadas temperaturas), se reproduz a um ritmo alucinante e reduz o teor de oxigénio, ameaçando a fauna e a flora autóctones.

 

 

 

“O efeito de sombra deste tapete impede a fotossíntese, reduz a produção de fitoplâncton e conduz a uma redução de oxigénio na água, levando à morte lenta das comunidades biológicas. Quando as temperaturas baixam, produzem-se massas de material em decomposição, resultando muitas vezes em anaerobioses. Ou seja, há um novo abaixamento de oxigénio, que interfere negativamente, não só no desenvolvimento das espécies mas também na própria saúde pública, pois a decomposição de elevado número de plantas e a formação de águas estagnadas, conjugadas com altas temperaturas, são condições propícias ao aparecimento de insectos vários, alguns deles geradores de doenças.”   Amadeu Soares

 

 

Este texto é um aviso ao irredutível Chefe da Aldeia que do alto da sua sabedoria saberá que medidas tomar para pôr fim a este flagelo que, pasme-se, poderá ter origem cá no concelho, precisamente sob a ponte que faz fronteira entre as freguesias de Macieira da Maia e Bagunte, sabe-se lá por alma de quem! Que na sua proclamada preocupação pelo bem-estar dos seus patrícios e daqueles que ainda se utilizam do rio para regar os campos ou praticar desporto, terá a lucidez de colocar um ponto final a esta praga, e assim evitar um retorno aos tempos do paganismo.

 

 

 

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publicado por siX às 13:26
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