Quinta-feira, 24 de Maio de 2007

diário QD - um pouco estranho

 

 

 

 

É sabido que a taxa de desemprego tem aumentado e sido motivo de conversas rebuscadas filosóficas intermináveis. Seria até um caso Maigretiano, não fosse o suspeito do costume ter como apelido Sócrates, não o reconhecido filósofo da Grécia Antiga que até quis ser escultor, mas sim um outro, também este meditabundo e com a agravante de que o seu pensamento traduzido em acções tem influenciado o quotidiano português através de uma filosofia errática, baseada na mentira e na imoralidade. No entanto, tal não parece afectar o populismo deste indivíduo, cuja aura persiste inexplicavelmente!

 

 

 

Tal facto deveras estranho leva-me a pensar que, afinal, eu tenho o país que mereço, e a expectativa de um melhor não passa de pura ficção e que o melhor a fazer seria recolher-me para um canto e aceitar! E quanto mais depressa o fizesse, melhor! Porque assim, melhor seria! Mas eu assim não sou. Muito prezo a minha Liberdade que, diga-se, nunca interferiu com a de outros, os Princípios conquistados no cada vez mais distante Abril, o Conhecimento adquirido através da abertura a novas correntes de pensamento e enigmáticos caminhos artísticos.

 

 

 

E se eu tenho o país que mereço, então também mereço estar sob a égide de uma classe de políticos que primam pela corrupção e a mentira, não sendo de todo estranho que determinados exercícios de autoritarismo sejam levados a cabo sem o mínimo de respeito pelos princípios mais elementares por que se regem as sociedades ditas democratas!

 

 

 

O caso do processo disciplinar levantado ao Professor Fernando Charrua por este ter proferido um comentário jocoso sobre o diploma (ou a falta dele) do 1º Ministro José Sócrates é um desses casos, em que o autoritarismo e o fanatismo parecem agora prevalecer sobre uma das mais valiosas conquistas da Revolução de Abril, a liberdade de expressão, relegando para o buraco do esquecimento todo o sacrifício daqueles que lutaram por ela até à exaustão.

 

 

 

Circunstâncias ocorridas no passado como o de Salman Rushdie, obrigado a viver escondido por ter escrito os Versículos Satânicos, e o das caricaturas de Maomé, que fizeram perigar o Ocidente num assombro de fanatismo, possuem algum paralelo com o do infeliz Professor, porque afectam a sua dignidade pelo pior dos defeitos: a intolerância.

 

 

 

 


publicado por siX às 12:56
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