Sábado, 28 de Abril de 2007

sons do quotidiano 2

 

 

Foto by Repórter Xis

 

 

Quasi dois anos de mandato autárquico socialista passaram num ápice, assim como quasi dois de oposição social-democrata que, em termos de visibilidade, muito pouco ou nada tem adiantado em relação a anteriores lideranças. Tenho até cá para mim que o Armando Herculano do BE Vilacondense é mais eficaz sozinho na oposição do que meia dúzia de sociais-democratas juntos a berrar ao mesmo tempo!

 

Sob o meu ponto de vista, houve um erro estratégico levado a cabo pelo actual líder do PSD vilacondense aquando da sua eleição. No momento da sua nomeação, Pedro Brás Marques devia apresentar-se como o rosto reformista do partido, quebrando o elo com o passado, e não o fez. Apresentou Santos Cruz como candidato ao cadeirão almofadado da Câmara, numa clara prossecução de políticas levadas a cabo pelo seu antecessor, Miguel Paiva. Esta falta de sentido de oportunidade só pode ser explicada pela necessidade, aliado a algum receio, que o actual líder sentiu em angariar apoios que implicaram negociações. Como se sabe, o nome do Professor foi adiantado pelos principais oponentes como fazendo parte das suas listas, num claro jogo de cintura e permanência no poder. E Pedro Brás Marques não tinha necessidade de enveredar por esse caminho. Pela sua valência e pelas características do seu cabotino opositor na altura, Pedro Brás Marques venceria sem qualquer dificuldade, ficando livre para direccionar o partido num caminho menos elitista e mais popular, apresentando-se ele próprio como candidato.

 

É certo que o actual líder da oposição tem tentado manter um cunho pessoal nas suas actividades, quer através de actividades de rua, quer de artigos de opinião. Mas aqueles que o secundam procuram, também eles, a visibilidade e o protagonismo, empalidecendo o seu trabalho. Ao que parece, Pedro Brás Marques nada aprendeu como observador do trabalho do seu antecessor, que tinha que lidar com as aves agoirentas do seu próprio partido e ainda trabalhar na penumbra para dar destaque a um candidato que nunca aparecia, a não ser em fotos de determinado jornal. Esta falta de cariz popular, esta incapacidade de se misturar e ouvir, aconselhar, prometer, em suma falar a mesma linguagem, sempre foi um problema no seio do PSD. Pedro Brás Marques teve tudo na mão para se destacar pela diferença e, por qualquer motivo, não o fez.

 

 

Não é à toa que aquela poetisa caxineira agradece a Mário Almeida o facto de hoje em dia existirem doutores, engenheiros e enfermeiros nas Caxinas, o tal poema que aqui coloquei e não mereceu o menor apontamento de quem por aqui passa porque não entenderam o alcance das suas palavras. Tal não é verdade, evidentemente. Deve-se isso sim, ao esforço de pais que se sacrificaram para melhorar a vida dos seus. Mas o que impressiona é a perspectiva daquela que fala por todos quantos ali vivem, e isso não se consegue em apenas quinze dias, que foi quanto demorou o circo que a coligação Sentir Vila do Conde montou nas últimas autárquicas.

 

 

 

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publicado por siX às 12:26
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