Quarta-feira, 25 de Abril de 2007

sons do quotidiano 1

 

 

 

Passaram quasi dois anos do poder autárquico socialista, aquele que muitos apontam como sendo o último mandato de Mário Almeida…

 

Bom, nestes quasi dois anos, Mário Almeida tem-se mostrado prolífico em obras de encher o olho! Ele é museus, avenidas, pontes, marinas, solares, piscinas, parques, ele é isto e aquilo. Mas vamos por partes:

 

 

1 – avenidas

 

A mais emblemática é, sem dúvida, a da praia. Idealizada por um arquitecto de renome em baixo astral, a avenida é pouco praticável à circulação de automóveis. De vias demasiado estreitas, camionetas a subir passeios e utentes a terem que se desviar para não serem atropelados, só quando acontecer uma desgraça é que se vai repensar a sua utilidade. De salientar a "nobreza" da matéria-prima – alcatrão –, o cerne da visão do arquitecto que o edil não soube (ou não quis) contrariar, e a colocação de arbustos raquíticos ao longo da avenida que acabaram por morrer, restando apenas os tocos. Não posso esquecer o facto de a Avenida Brasil se encontrar transformada num parque automóvel gigantesco, que é principalmente utilizado pelos aficionados das auto-caravanas, contribuindo ainda mais para a feiura de um local que se pretendia belo. Enfim, parece não existir regra relativamente a este aspecto.

 

 

2 – museus

 

São mais que muitos e resultantes da recuperação de edifícios. Está de parabéns a autarquia, neste aspecto. No entanto, é de todo incompreensível que se recupere um edifício, este seja inaugurado dentro de um âmbito qualquer com toda a pompa e circunstância, para depois se encerrar portas por tempo indeterminado! Mais um mistério para Sherlock investigar… Quem sabe no decorrer do mês de Maio, dedicado ao Museu, se abram definitivamente algumas!

 

 

3 – marina

 

Está às moscas! É bonita, parece funcional, mas está às moscas. O que falta? Um plano de marketing publicitário a nível mundial, que empolgue clientes? O desassoreamento do rio que permita melhorias na sua navegabilidade? O seu funcionamento está dependente da construção do novo hotel? Esta parece-me improvável, visto que os navegadores vivem nas suas embarcações, salvo raras excepções. Quanto à construção envidraçada defronte à marina, que eu julgava projectada para serviços administrativos, foi-me segredado estar destinado a mais um museu. Será possível? Eu não acredito, mas…

 

 

4 – pontes

 

Está prevista a construção de, pelo menos, duas. Tarda o alargamento da ponte do antigo comboio, uma ideia excelente que permite definitivamente escoar o trânsito do centro de Vila do Conde. Será para este mandato? Urgente é a construção da prevista em Retorta ou então a manutenção da antiga, antes que aconteça uma tragédia. É do conhecimento geral que esta já não oferece condições de segurança para quem a utiliza e de tragédias com pontes está o país farto.

 

 

5 – solares

 

A sua recuperação é uma mais-valia para Vila do Conde e um incentivo a que outros concelhos sigam o exemplo.

 

 

6 – piscinas

 

Mais uma inauguração na freguesia Mindelo que, de acordo com notícias últimas, não tem tido utilidade pública. Afinal, para que serve uma piscina fechada?

 

 

7 – parques

 

Os que temos funcionais são do tempo da velha senhora. O parque ajardinado João Paulo II nas Caxinas, construído no âmbito do Polis, é um desastre não assumido. Não fossem os patos e cisnes que por lá andam e são a perdição dos mais pequenos, estaria sem dúvida às moscas, até porque no verão, sem a desejada sombra, o calor é insuportável. Um jardim é um convite à contemplação capaz de transmitir paz e espiritualidade, de expressar a essência da natureza em um espaço limitado, o que não é o caso. Mais uma vez, as árvores não vingaram, conferindo um aspecto singular e desolador em toda a sua extensão.

 

 

8 – conclusões

 

Pelo menos duas saltam à vista:

 

·          Falta de prevenção ou incapacidade em equacionar situações atempadamente

 

Dou como exemplos (outros haverá), o edifício dos Socorros a Náufragos e o da Ponte de Retorta. O primeiro é necessário na prevenção de vidas humanas no mar. Continua desactivado, mesmo depois de ter sido referida a urgência da sua reabilitação após o naufrágio do “Luz do Sameiro”. O segundo, porque me parece urgente, tendo em conta o seu grau de deterioração e o risco que isso implica. Bom, nesta coisa de pontes sou leigo, não entendo nada disso, apenas sei como atravessá-las. No entanto, tendo em conta um recente artigo com fotos alertando para o facto e o silêncio da Câmara relativamente a esse assunto, leva-me a crer na veracidade da notícia.

 

·          Incapacidade financeira

 

Salta à vista de que a Câmara não tem dinheiro nem para comprar um chiclete no café Bompastor! Devido aos incentivos, a câmara obriga-se à conclusão de obras mas depois não tem dinheiro para a manutenção e utilização dos espaços, optando pelo fecho até melhores dias. Só assim se compreende que após algumas inaugurações, os espaços sejam de novo encerrados sem qualquer explicação. Só assim se compreende que os tocos secos de árvores e arbustos continuem a “embelezar” parques e avenidas.

 

Só não entendo porque razão a câmara não procede ao transplante de árvores! Afinal, o que não faltam pelo concelho, são árvores de grande porte a pedirem para serem transplantadas para o Parque João Paulo II, por exemplo. É certo que agora não é a melhor altura do ano para o fazer (talvez lá para Setembro ou Outubro), mas aqui fica a ideia… e uma ideia, por muito idiota que possa parecer, é sempre válida onde grassa a escassez delas.

 

 

 

 

 

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